quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Azazel Isaac Asimov - Resenha

Isaac Asimov dispensa qualquer tipo de apresentação. É considerado por muitos como o maior escritor de ficção científica de todos os tempos e sozinho é responsável por obras ilustres, como por exemplo Eu, Robô - dentre muitas outras. Asimov também é reconhecido por ter fundamentado as três leis da robótica, tais leis que são tidas como um marco. 


Azazel, que foge um pouco do estilo de ficção científica que estamos habituados quando pensamos em Asimov, é uma mistura de ficção científica e fantasia. O livro é composto de 18 contos que podem inclusive serem lidos sem uma ordem, pois não têm ligação entre si. Inicialmente os contos foram pensados para serem publicados nas revistas The Magazine of Fantasy and Science Fiction e Isaac Asimov's Science Fiction Magazine. Só depois os contos foram catalogados em um livro, o que conhecemos hoje por Azazel.

O livro resume-se às histórias contadas por George, um sujeito de meia idade que faz de tudo para comer e beber às custas dos outros e que é capaz de conjurar um demônio de dois sentimentos responsáveis por muitos desastres, o Azazel - ao menos é assim que George chama-o pois recusa-se a usar aquela que segundo Azazel é a tradução do seu nome verdadeiro.

Azazel é um pequeno demônio de dois centímetro que vive em um planeta distante muito mais avançado do que, nas próprias palavras dele, o asco da humanidade. George aprendeu a conjurá-lo através de um livro que encontrou nos escombros de um antigo castelo de um antigo rei qualquer.

George é um amigo velho de Asimov e os dois se encontram com uma certa frequência em restaurantes e bares, onde sempre George come e bebe às custas de Asimov e ainda pede dinheiro emprestado - o que é engraçado pois George sempre se diz acima dos bens materiais.
É justamente nesses encontros que George conta as aventuras que viveu com Azazel para Asimov, que mesmo no livro é tido como um grande escritor de ficção científica - engraçado que em certas partes do livro Asimov aparece cabisbaixo para George por conta dos críticos que, segundo ele mesmo, sentem prazer em falar mal dos seus trabalhos.

O livro tem uma linguagem leve e carrega consigo aquele estilo de escrita que já deve está familiarizado caso já tenha lido algum outro livro do Asimov.
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