quinta-feira, 7 de março de 2019

Como me tornei um libertário

Durante toda a minha vida fui muito influenciado por ideias comumente tidas como socialistas, vindas de tudo que é lado. A escola sempre foi um ponto importante pois era lá que tudo que eu ouvia e presenciava era tido como verdadeiro e absoluto na mente de um jovem que nem ao menos compreendia o próprio umbigo. A mídia também foi muito marcante no início da minha adolescência e fez parecer para mim que ser contrário às ideias coletivistas significava ser contrário à humanidade e favorável à escravidão que era o capitalismo malvadão.
Acredito que todos que assim como eu estudaram toda a vida em escolas públicas passaram em algum momento por doutrinações do tipo ao menos alguma vez. Trata-se de uma realidade muito comum e que atrapalha e muito o pensamento por conta própria por condicionar a figura de autoridade. 


Entrei em contato com o Libertarianismo pela primeira vez ainda no ensino médio e a ideia inicial que tive foi que aquilo era o mesmo que libertinagem onde se realidade todos poderiam fazer o que desse na telha sem nenhum tipo de retaliação. Na minha mente não havia nenhuma forma de existir organização e segurança sem que houvesse um estado paternalista por trás, garantindo todos os "direitos" aos cidadãos. Acredito que essa minha primeira imagem que tive do que seria uma sociedade regida pela lei de propriedade privada é a mesma que todos têm logo quando se deparam com ideias libertárias. Na escola não fomos em nenhum momento incutidos a pensar de uma forma diferente da convencional por motivos óbvios. Não é do interesse deles que comecemos a contrariá-los. Não é do interesse deles que a imagem de autoridade - que basicamente é a única coisa que sustenta os "argumentos" estatistas - venha a ruir com argumentos baseados em não agressão.

Quem genuinamente põe-se a estudar um pouco de filosofia política - comportamento humano - entra rapidamente na conclusão que a forma mais eficiente de evitar conflitos é pela lei de propriedade privada, aceita e tida como ética por todos aqueles que tenham mais de dois neurônios em funcionamento. E foi justamente quando consegui compreender o princípio básico do Libertarianismo - lei de propriedade - que comecei a perceber o quão a minha visão e de todos aqueles que estavam ao meu redor estava turva em consequência de anos e anos de doutrinação. Somos todos condicionados à obediência de modo que aceitamos tudo aquilo que nos é imposto pelo estado sem nenhum questionamento. Ao parar para analisar, isso se assemelha muito à escravidão, com a diferença desta ser tida por todos como necessária.
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