Conheça o Play - Site de torrents impossível de ser derrubado


A guerra conta a pirataria digital foi responsável por inúmeros derrubamentos de sites que utilizavam o protocolo BitTorrent ao longo dos seus quase 20 anos de existência. Portais famosos como o famigerado The Pirabe Bay e o KickassTorrents foram alvos de inúmeras investidas, das quais muitas vezes os deixavam fora do ar por dias. Mas, sempre voltavam poucos dias depois com o mesmo acerco de antes. 

Essa guerra já se mostrou há muito tempo ser infrutífera. Governos e entidades reguladoras fazem de tudo para tentar neutralizar a pirataria no entanto lutar contra o torrent e outras ferramentas onde não há pontos centrais facilmente passíveis de ataque é como peneirar água.

A estrutura embrionária do protocolo BitTorrent foi pensada justamente para tirar dessas entidades o poder de censurar aqueles que querem trocar arquivos entre si através da internet. Nele os arquivos não ficam armazenados em servidores comuns sendo os próprios usuários os responsáveis por compartilhar os arquivos na rede 

A natureza descentralizada do protocolo BitTorrent impõe que qualquer um atue dentro da rede como um cliente e um servidor. Ao mesmo tempo que um usuário baixa o arquivo para si também envia partes do mesmo para aqueles que por ventura estejam baixando-o naquele mesmo momento. Essa característica do protocolo garante uma vida mais longa aos arquivos dentro da rede e torna muito difícil que alguém decida os rumos do que é compartilhado entre os envolvidos.

A grande “fragilidade“ do torrent, no entanto, é o meio que comumente utilizamos para disponibilizar os links. Geralmente isso é feito através de sites e ou redes sociais, sendo portanto meios muito vulneráveis a ataques. Sendo o elo mais frágil é justamente este ponto que governos e entidades usam para censurar os usuários.

No entanto uma solução para esse “problema“ já existe há um certo tempo. Na forma de um site comum, o Pay é um agregador de torrents assim como aqueles que já estamos familiarizados porém dentro da ZeroNet, uma rede descentralizada totalmente imparável, onde o que é publicado só pode ser deletado da rede apenas pelo detentor da publicação.

ZeroNet

 

A ZeroNet é uma rede descentralizada criada em 2015 que funciona exatamente como uma rede peer-to-peer onde todos os participantes da rede atuam tanto como cliente como também servidor, disponibilizando o conteúdo que estão acessando no momento para outras pessoas. O funcionamento da rede é semelhante ao da rede do BitTorrent que inclusive é usada na ZeroNet - Teoricamente isso garante que quanto mais usuários acessarem uma mesma página mais rápido ela será disponibilizada para outras pessoas (diferente do que ocorre com páginas hospedadas em servidores convencionais)

Além da sua principal característica, a ZeroNet também tem algumas particularidades que a torna bem interessante. Nela não existe o sistema de domínios que costumamos usar na web convencional. Os sites são acessíveis através da sua respectiva chave pública que é gerada quando o mesmo é criado. Essa tecnologia de chaves públicas e privadas empregada é a mesma que o Bitcoin utiliza para a assinatura de transações. Isso garante que apenas o detentor das chaves possa realizar modificações em suas páginas.

Certamente a ZeroNet não foi concebida para ser intuitiva e fácil de usar. A sua principal função é hospedar páginas de uma forma totalmente descentralizada de modo que ninguém além do detentor da mesma possa censurá-la. E isso ela faz muito bem! Aproveitando-se disso, muitos já estão utilizando-a para hospedar sites de compartilhamento de links de torrent. É o caso do Play, site de Torrents na ZeroNet com um acervo beeem generoso. 

O Play é específico para filmes e séries. Todo o catálogo encontra-se em inglês e é publicado com três opções de qualidade - SD 480p, 720p e 1080p. Os filmes não são reproduzidos diretamente através do navegador, sendo preciso que o usuário tenha instalado um cliente torrent para lidar com os links magnéticos que o Play aponta.

Pode ser um gargalo para muitos, mas para outros apenas por não ter publicidades enfadonhas e risco de problemas com vírus já é um grande atrativo.

O Play é acessível através do link a seguir:

http://127.0.0.1:43110/1PLAYgDQboKojowD3kwdb3CtWmWaokXvfp/

Mas antes você precisa baixar o script que faz com que a ZeroNet possa ser acessível através do seu computador. É muito simples. Entre neste site e descarregue a versão equivalente ao seu sistema operacional.

Windows

macOS

Linux 64 Bits

Linux 32 Bits

(no caso dos links estarem off, use este link)

No exemplo abaixo irei usar a versão referente ao Ubuntu.

O script vem compactado em um arquivo tar.gz. Basta descompactá-lo com o seu gerenciador de arquivos. O resultado será uma pasta nomeada ZeroBundle. Entre nela e execute o arquivo ZeroNet.sh. O script fará com que o navegador padrão do seu sistema abra a página inicial da ZeroNet (a mesma mostrada no início). Se isso não acontecer, execute o script ZeroNet.sh através do terminal. Para fazê-lo, dirija-se até onde o arquivo se encontra através do comando cd e execute-o usando o ./ZeroNet.sh
Lembre-se que a ZeroNet fica acessível apenas quando o script está rodando. Já para encerrar o script basta que use Ctrl + C no terminal.

Dentro da ZeroNet existe muitos outros sites semelhantes ao Play. Este aqui, por exemplo, é um agregador que é alimentado pelos próprios usuários. Convém lembrar que este pode ser muito menos seguro por não ter nenhum tipo de verificação. Qualquer um pode publicar novos torrents sem qualquer limitação.

Redes descentralizadas como a exemplo da ZeroNet trazem para nós um poder magnífico. Governos e entidades não têm poder nenhum dentro desse tipo de rede, sendo o usuário o seu próprio rei.



Até a próxima, pessoal!

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