O Estado cria desemprego propositalmente

Quando sai uma notícia informando a abertura de uma nova fábrica que irá gerar 500 novos empregos, nós aplaudimos. Quando a fábrica "A" fecha as portas e os seus 500 empregados ficam sem ter o que fazer, ficamos tristes. Se algum político aparecer prometendo salvar a fábrica "A" ele terá indubitavelmente um amplo apoio público por seu esforço para 'preservar empregos'.

O fato é que empregos, por si sós, não são nada! Empregos não garantem bem-estar social e riqueza para uma população. São, nada mais que um meio para alcançar um fim (produção). Empregos são importantes no caso da mão-de-obra produzir o que estiver sendo demandando pela população.

Imagine um emprego onde a sua função é cavar buracos a esmo em um campo aberto e em seguida enchê-los novamente. O serviço que você oferece não é demandado por ninguém e portanto o seu emprego não tem valor algum! Você estando trabalhando ou não, não faz diferença alguma para a população. A pergunta que fica, é: o seu emprego improdutivo deve ser mantido?

Nos tempos da União Soviética no qual o regime gabava-se por dar empregos para cada um dos seus trabalhadores, muitos trabalhos eram tão improdutivos quanto esse suposto que imaginamos acima. Portanto, o que importa para uma economia é a produção e não o emprego em si.
Para explicarmos os crescentes números do desemprego no Brasil é importante que entendamos que ele está completamente relacionado à existência do Estado. Para existir desemprego é preciso que o estado exista! Sem ele, falar em desemprego não faria sentido pois qualquer indivíduo é CAPAZ de produzir bens ou serviços que são demandados pela população.

O estado, através dos seus infindáveis ramos de controle, impõe muitas barreiras para que um indivíduo possa produzir algo. Tais barreiras, muitas vezes, impossibilitam que alguém consiga entrar no mercado de trabalho. Essa é a única forma de fazer algo escasso e limitado como a mão de obra não ser plenamente usada para satisfazer desejos e necessidades do mercado pulsante.

COMO O ESTADO CRIA DESEMPREGO


Como entender a situação daquelas pessoas que querem muito trabalhar e produzir bens e serviços genuinamente demandados pelos consumidores, mas que não conseguem um emprego? Como dito antes, QUALQUER indivíduo é completamente CAPAZ de produzir bens e serviços demandados pela população. Então, como é possível que exista desemprego?

Salário mínimo


A obrigatoriedade de um salário mínimo é uma política na qual o governo proíbe que os empregadores paguem um salário inferior ao estipulado por políticos. Em resumo, trata-se de um controle de preços. Para exemplificar como o salário mínimo é uma lei racista e prejudicial, usarei o reino animal como análogia.

Na natureza existem certos animais que são naturalmente mais fracos em comparação com outros. Por exemplo, o Porco-espinho é indefeso, exceto pelos seus espinhos; o Tatú é vulnerável, exceto pela sua velocidade. Entre os homens também existem indivíduos que são consideravelmente mais fracos que outros. Deficientes, adolescentes, minorias, pouco qualificados - todos esses são mais vulneráveis economicamente falando. Porém, assim como os animais mais fracos, eles também têm a vantagem compensadora: a capacidade de trabalhar por salários mais baixos.

O que acontece é que o governo entra em cena e estipula um salário mínimo, tirando portanto a vantagem compensadora desses indivíduos. Na prática, é como se os degraus mais baixos de uma escada fossem quebrados. Como se os espinhos do Porco-espinho fossem cortados.

Imagine um jovem sem qualificações e habilidades, cuja produtividade seja equivalente a R$ 500 por mês. O que aconteceria se algum político qualquer estipulasse que a partir de amanhã o salário mínimo para TODOS os trabalhadores seja de R$ 1.000 por mês? Provavelmente ele seria demitido, certo? É exatamente isso que aconteceria!

Fundamentalmente falando o que o salário mínimo diz, é: se você não for bom o suficiente para produzir o equivalente ao salário mínimo, morra de fome! Ninguém poderá lhe contratar e pagar abaixo do salário estipulado.

POR QUE O ESTADO CRIA DESEMPREGO?


Imagine que você é dono de uma gigantesca empresa monopolista de fabricação de calçados. A sua empresa é a única do segmento e todas as outras estão impedidas de produzir produtos iguais aos seus. A partir desse momento, todas as pessoas que precisam de calçados são totalmente dependentes da sua boa vontade. Bom, o que impediria você de aumentar em 50% todos os preços dos seus calçados e diminuir a qualidade de todos os produtos? Nada lhe impediria de fazer isso, inclusive, você teria muitos incentivos para fazê-lo - você lucraria mais oferecendo muito menos.

Mesmo oferecendo produtos de péssima qualidade e com preços elevadíssimo, as pessoas continuariam comprando os seus calçados pois simplesmente não teriam uma outra empresa para recorrer. É exatamente isso que acontece com o Estado. Ele é como uma empresa monopolista que não tem concorrentes. Ele pode fazer tudo que quiser e as pessoas continuarão sem ter para onde correr.

Com essa certeza, por qual motivo ele melhoraria os seus "serviços"? Com desemprego ou não, ele continua lucrando da mesma forma.

O estado precisa da pobreza!


Se por algum motivo o estado resolve elevar a qualidade dos 'serviços que oferece'  fica cada vez mais custoso manter a máquina funcionando. Além do mais, quando os indivíduos se adaptam a um padrão mais elevado, retroceder para um padrão inferior gera muitos atritos. Portanto, não há incentivo algum para a máquina estatal melhorar os seus serviços. Quanto mais pobre e miserável a população for, mais fácil será para ele manipular e controlá-la.

Postar um comentário

0 Comentários