O Bitcoin morreu?

O ano de 2020 estava sendo muito aguardado pelo mercado cripto. Isso porque este ano irá terminar mais um ciclo do Bitcoin onde a recompensa dos mineradores cairá pela metade. Esse ciclo do Bitcoin ficou conhecido como halving e desde o lançamento da criptomoeda ele é sempre muito esperado pois historicamente há uma valorização exponencial da moeda.

Já em 2019 era perceptível um certo otimismo dentro dos grupos e comunidades de criptomoedas. A grande maioria dos membros estavam confiantes e apostando em uma grande valorização - como historicamente costuma acontecer. O que aconteceu foi que ninguém estava esperando por a crise iminente que estava por vir.

Em meados de fevereiro o valor do Bitcoin girava em torno dos 10 mil dólares e vinha seguindo uma tendência de alta desde o final do ano passado. No entanto, com a explosão do novo Coronavírus em todo o mundo o valor de mercado da principal criptomoeda caiu vertiginosamente e chegou a bater na casa dos 4 mil dólares.

Sempre que uma queda como esta que estamos passando acontece aparece alguém falando coisas do tipo:

- O Bitcoin Morreu

- Eu avisei

- Moedinha de internet

Todo mundo sabe que uma queda brusca no valor de algum ativo não significa necessariamente que aquilo pura e simplesmente morreu. Mas por que exatamente muitos acham isso do Bitcoin? Para aqueles que participam ativamente de grupos e comunidades sobre criptomoedas, em algum dado momento com certeza pensou nisso.

Pode haver um motivo real para isso. A minha opinião pessoal quando vejo alguém falando coisas do tipo é que se trata de inveja. Sim, inveja. Inveja da galera que ganhou muita grana nos primórdios do Bitcoin e inveja da galera que é forte e aguenta passar por altos e baixos que resumem o mercado de criptoativos.

Lá no fundo todo mundo sabe que o Bitcoin não morreu e que provavelmente nunca morrerá. E o motivo disso é muito simples. O Bitcoin tem um valor real para a sociedade. Ele pode não ter muita liquidez e popularidade, mas em contrapartida tem confiabilidade e características únicas que o tornam o ativo perfeito para quem busca formas de proteger patrimonio.
Em cenários de crises como este que estamos passando no momento fica evidente que o Bitcoin continua sendo usado erroneamente. Não que exista uma forma correta de usá-lo - ele é livre e acessível para todos, democraticamente. Acontece que a grande maioria dos usuário continuam enxergando-o simplesmente como uma forma de fazer dinheiro fácil. Mas o Bitcoin não é isso! A função embrionária de moedas criptográficas não é trocá-las por moedas fiat e fazer lucro nestes câmbios.

A ideia do Bitcoin foi concebida para entregar às pessoas o que lhes pertencem! O Bitcoin, através da sua inerente descentralização e funções criptográficas, permite que um indivíduo tenha o real controle daquilo que lhe pertence e que possa usá-lo da forma como melhor lhe servir. O sistema bancário tradicional é exatamente o oposto disso.

Enquanto não perceberem o motivo real das criptomoedas existirem, continuaremos tendo que aguentar os idiotas que ainda não conseguiram perceber o significado de liberdade. Pois é isso que o Bitcoin é.

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