O Telegram vai falir?

Na última terça-feira, 12, o CEO do Telegram veio a público noticiar o que já era esperado há muito tempo - o fim do projeto da Gram, criptomoeda que o mensageiro vinha desenvolvendo há mais de dois anos e que seria implementada nos apps da plataforma.

A Gram seria a forma que a company do Durov encontrou para fazer o Telegram ser lucrativo ao menos alguma vez. Porém, eles não contavam que o partido comunista americano fosse tão eficaz para barrar a criptomoeda.
Desde que o Telegram foi concebido o seu criador não teve retorno financeiro algum. A ideia que o Duvov tinha do Telegram era um app que fosse seguro, rápido e totalmente gratuito para qualquer um. Junto com a política de não fornecer dados privados dos usuários o Telegram rapidamente cresceu.

Atualmente, com mais de 400 milhões de usuários ativos mensais a questão de como o app encontra fundos para se manter voltou ao debate após a última esperança que restava ir por água a baixo com a decisão da SEC.

COMO O TELEGRAM SE MANTÉM


Desde que veio a público um dos slogan do Telegram foi não visar o lucro. Quem manteve o app durante os seus quase 7 anos de existência foi o seu CEO. Ele reservou um fundo para manter o app funcionando e não deixou planos claros do que faria quando essa grana acabasse.

Não questionando o espírito altruísta do Durov que claramente parece ser um bom homem, mas convenhamos, não há incentivo algum para ele manter um mensageiro do porte do Telegram sem ter retorno financeiro.

Por conta da sua política de privacidade e filosofia de negócios, é muito difícil encontrar formas de monetizar o app sem bater em questões delicadas. A ideia de implementar uma criptomoeda no mensageiro foi uma jogada de mestre que infelizmente não deu certo.

O que resta para o Telegram é ceder a opções adicionais pagas, sem preciso que todos tenha que pagar para usar o app. Seja selos para usuários pagantes ou mais opções de personalização, de qualquer forma algo será feito.

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