segunda-feira, 13 de maio de 2019

Saiba como usar o bate bapo do Facebook através do Pidgin

Durante algum tempo da sua existência, o FaceBook deu suporte ao procolo XMPP que tornava possível a integração do bate papo com a grande maioria dos aplicativos de chat. Na época que anunciaram o suporte ao protocolo o Facebook vinha esperneando-se para conseguir abarcar o maior número de usuários que fosse possível e oferecer disponibilidade aos aplicativos de chat para desktop foi uma boa aposta. Clientes como o Pidgin que tinham suporte ao XMPP assim como a grande maioria, eram boas ferramentas para centralizar todos os bate papos em um único lugar. 

Porém a longevidade do XMPP com o FaceBook não foi tão grande. Quando a company do Zuck começou a empurrar goela abaixo o Messenger resolveram dar fim ao suporte do protocolo e focar exclusivamente na expansão do próprio mensageiro. Quem não lembra quando começou a ser obrigatório baixar outro aplicativo para poder usar o bate papo do Facebook? Pois então! Só agora eles perceberam o tiro no próprio pé e pelo que tudo indica estão planejando voltar aos moldes de como era antigamente

A boa notícia para aqueles que querem usar o bate papo do Facebook através do Pidgin é que existe um plugin chamado Purple Facebook que faz a integração do protocolo do Facebook Messenger ao Pidgin, de tal modo que torna possível usar o serviço com a grande maioria das opções funcionando. No tutorial de hoje explicarei como fazer para instalar o Purple Facebook no Ubuntu e derivados. 

Instalando o Purple Facebook


Para instalarmos o Purple Facebook precisaremos inicialmente adicionarmos o ppa do mesmo ao nosso sistema. Para isso, cole o seguinte endereço no terminal logado com root:

sudo sh -c "echo 'deb http://download.opensuse.org/repositories/home:/jgeboski/xUbuntu_$(lsb_release -rs)/ /' >> /etc/apt/sources.list.d/jgeboski.list"

Em seguida, cole a chave do repositório no terminal:

wget -q -O- http://download.opensuse.org/repositories/home:/jgeboski/xUbuntu_$(lsb_release -rs)/Release.key | sudo apt-key add -

Atualize a lista de repositórios com:

sudo apt-get update

E por fim, instale o plugin com:

sudo apt-get install pidgin purple-facebook

Já com o plugin instalado o próximo passo é adicionarmos nossa conta do Facebook ao Pidgin.
Simplesmente abra-o e na parte do protocolo selecione Facebook, ao invés da opção Facebook XMPP. Entre com o seu usuário (e-mail) e senha e marque a opção lembrar senha.


Valeu pessoal, até a próxima!!!
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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Saiba como criar um canal no Telegram com o RSS do seu site

O Telegram cresceu muito no Brasil nos últimos anos e muito disso deu-se por conta dos bots que acabam ajudando muito no dia a dia. Pelo o fato de ser algo integrado ao próprio mensageiro, e com isso dispor de algumas funções interessantes - tais como notificações - os bots são um prato cheio para muita gente, inclusive para donos de sites e blogs que podem usar dos mesmos para alavancar conteúdos recém publicados com o auxílio de canais ou grupos que disponibilizam o conteúdo publicado.

No tutorial de hoje explicarei como adicionar um Bot RSS no seu canal ou grupo e ainda como configurá-lo para enviar alertas sempre que um novo conteúdo for publicado. Para isso, iremos usar o bot Feed Reader que tem uma versão gratuita para uso livre.


1º Passo - Iniciando o Bot


Através da busca global do Telegram procure o bot Feed Reader inserindo o nome do mesmo @TheFeedReaderBot. Em seguinda, clique em começar para começarmos a configurar o bot.


2º Passo - Configurando o Feed Reader

O Feed Reader é um bot RSS que pode ser usado tanto dentro de grupos e canais como também dentro do chat do próprio. Para instalarmos o bot a um canal primeiramente precisamos adicioná-lo como administrador. Para isso, basta que entre no canal que deseja adicionar e procure pela opção Administradores e em Adicionar administradores. Em seguida, use o nome de usuário do bot > @TheFeedReaderBot para adicioná-lo como admim.

Agora iremos para a configuração no Bot

Volte ao bot Feed Reader e use o comando /channel @usuáriodoseucanal para iniciarmos a configuração. Com esse comando falamos para o bot que as configurações posteriores serão direcionadas para o canal, e não especificamente para o chat do bot - que pode ser usado para acompanhar o rss de outros sites separadamente.
Se você não sabe qual é o usuário do seu canal, essa informação fica dentro do próprio canal. Basta que entre nas configurações do mesmo (se não existir um usuário, terá um link t.me seguido do usuário. Basta remover o t.me que o restante é o nome de usuário do canal)


Agora a única coisa que precisaremos fazer é adicionar o site que quisermos com o comando /add. Em seguida, basta entrar com o link do site desejado que o bot procurará o rss automaticamente - convém lembrar que alguns sites não disponibilizam tal ferramenta.

E pronto! A partir de agora o bot enviará mensagem para o canal sempre que um conteúdo novo for publicado no site(s) inserido. Pode ser adicionados até 10 sites na versão gratuita do bot e o procedimento é o mesmo descrito aqui.

Para sair das configurações do canal use o comando /channel end. E então poderá usar o bot par acompanhar o rss de outros sites usando o comando /add para adicioná-los.

Lembro-lhes que existe um tempinho desde quando o conteúdo é publicado até o bot identificar e alertar. Isso ocorre porque existe um intervalo de tempo entre uma checagem e outra.



Valeu pessoal, até a próxima!
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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Telegraph - Plataforma de blog anônima do Telegram

Imagine que você é dono de uma página em alguma rede social e precisa de uma plataforma de blog onde possa escrever artigos de uma maneira mais organizada para compartilhar com o seu círculo. A principal ferramenta que poderia passar pela sua cabeça seria plataformas de blog convencionais, tais como o Blogger e o Wordpress. Estes serviços são ótimos para criação de conteúdo e trazem consigo muitas ferramentas de customização. No entanto, em todos os casos necessitam de muita configuração embrionária e isso pode ser um empecilho para muitos que não entendem o mínimo de HTML, CSS etc...

Apresento-lhe o Telegraph, uma plataforma de Blog do Telegram que além da comodidade inerente à plataforma ainda traz consigo nativamente o anonimato das publicações que ali são publicadas.

O funcionamento do Telegraph é muito simples:

Basta entrar no site do projeto ( telegra.ph ) e literalmente começar a escrever. Não há necessidade de cadastros, configurações de páginas e esses paranauê.

É possível incorporar imagens às páginas, vídeos do YouTube, Twitter, além é claro da possibilidade de enviar imagens diretamente do computador sem a necessidade de hospedagem.

Após publicado será gerado um link para o artigo que poderá ser compartilhado em qualquer lugar, sobretudo em plataformas que suportam o Instant View (leitura rápida) como exemplo o próprio Telegram, Facebook, Google etc...

Vale lembrar que dentro do Telegraph não é possível criar uma identidade visual e muito menos um blog propriamente dito com todas as postagens organizadas em ordem. O único uso que o Telegraph tem é como um mero quebra-galho para quem deseja escrever artigos para compartilhar com amigos e não tem interesse em abrir um blog em plataforma mais consolidadas.

Link desta postagem no Telegraph: https://telegra.ph/Telegraph---Plataforma-de-blog-an%C3%B4nima-do-Telegram-05-06
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domingo, 28 de abril de 2019

O Blog não morreu!!!

Já faz praticamente três semanas que não venho aqui escrever e durante esse período o blog ficou literalmente jogado às traças. Estava sem muita ideia do que bolar e por isso resolvi não ficar enchendo linguiça com assuntos que já tratei alguma outra hora ou sem muita importância.

Não sei se perceberam, mas o Blog nos últimos meses saiu um pouquinho dos trilhos (no bom sentido) quando resolvi começar a escrever sobre um dos assuntos que mais me fascina ultimamente; libertarianismo. Costumava tratar por aqui apenas assuntos relacionados à tecnologia, dicas e tutoriais no entanto chega uma hora que inevitavelmente a coisa vai ficando forçada e aí que aquela empolgação vai esfriando aos poucos.

Não quero dizer que as dicas sobre Linux e tecnologia em geral serão enterradas. Na realidade, estou com algumas pendências que logo menos serão publicadas. Quero apenas noticiar ao meu seletíssimo grupo de visitantes que daqui em diante pretendo focar o blog em assuntos relacionados à liberdade individual, algo que julgo de suma importância em um cenário tão ruidoso como este que estamos atuando.

Ademais, quero aqui agradecer aos milhares e milhares de visitantes que por algum motivo anômalo caíram no meu esdrúxulo blog e que, de alguma forma inexplicável tiraram (ou não) algo de útil para suas vidas nessas simples linhas.

Valeu mesmo, você que leu até aqui!!!
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segunda-feira, 8 de abril de 2019

ZeroNet - Uma rede genuinamente descentralizada

A internet é uma rede global de computadores e redes interligadas entre si que mediante protocolos conversam uma com as outras e formam o que conhecemos hoje por internet. Grandes empresas privadas e públicas atuam dentro da rede disponibilizando serviços e unindo muitos usuários através de gigantes datacenter que funcionam como grandes galpões, armazenando tudo aquilo que criam dentro da rede. 

Em essência a internet é sim descentralizada. Quando foi concebida na época da guerra fria, temia-se muito uma guerra nuclear súbita e diante de um cenário tão sórdido como esse, uma rede que poderia funcionar mesmo quando determinadas rotas fossem obstruídas era algo extraordinário.
Qualquer computador conectado à internet pode funcionar como um cliente e também como servidor, porém o que ocorre é que cada vez mais a internet fica concentrada nas mãos de algumas poucas empresas que, sozinhas, conseguem abarcar grande parte do tráfego da rede. 

Isso já era algo previsível e não há vilões na história. A forma centralizada de oferecer serviços sem dúvida alguma é ainda a mais eficiente e empresas gigantes continuarão a suprir a demanda sempre crescente de pessoas querendo cada vez mais agilidade. O problema real se encontra quando essas gigantes impõem novos formatos goela abaixo para todas as outras - algo semelhante com que o Google anda fazendo com o AMP no E-mail.

A beleza da internet está justamente na sua inerente descentralização e quando isso começa a ser ameaçada - mesmo que inutilmente - por governos e empresas monopolistas, é bom saber que existem por aí muitos projetos de redes descentralizadas sem pontos centrais onde todos da rede são verdadeiramente livres para acessarem e produzirem o que quiserem, tendo a certeza que não serão censurados por terceiros. 


ZeroNet
A ZeroNet é uma rede descentralizada criada em 2015 que funciona exatamente como uma rede peer-to-peer, onde todos os participantes da rede atuam tanto como cliente como também como servidor, disponibilizando o conteúdo que estão acessando no momento para outras pessoas. O funcionamento da rede é o mesmo da rede do BitTorrent e inclusive é usada na ZeroNet exatamente a mesma tecnologia para tornar o acesso ao conteúdo muito mais rápido - ou seja, quanto mais gente usar a ZeroNet, teoricamente mais rápido ficará o acesso aos sites.

A rede não utiliza o sistema de domínios que estamos habituados - o famoso WWW.matheusalexandre.com - e todo site na rede é identificado por sua respectiva chave pública, exatamente a mesma tecnologia que é usado no Bitcoin para assinar transações. O que significa que um detentor de um site dentro da ZeroNet só poderá gerenciá-lo mediante sua chave privada, que, como sabem, é praticamente impossível de ser quebrada mediante meios convencionais de ataques.

zeronet descentralizada
Ao atualizar um site dentro da ZeroNet o conteúdo do mesmo é distribuído entre os peer (nós) da rede e ficará visível para aqueles que o acessarem, passando estes também a distribuir o conteúdo espalhando-o pela rede como um todo. Isso significa que após um conteúdo ser publicado dentro da rede é IMPOSSÍVEL ser deletado seja qual for o indivíduo ou entidade, ao menos que seja o detentor da chave privada correspondente.

Na ZeroNet não há censura e muito menos restrições de ideias. Qualquer usuário pode publicar o que quiser e terá a total certeza que ninguém irá restringir sua liberdade como indivíduo.


COMO USAR A ZERONET?

A ZeroNet pode ser acessada através de qualquer navegador de internet convencional (Chrome, Firefox, Opera, etc) necessitando apenas de um script que funciona como uma espécie de host local que é disponibilizado no site oficial do projeto: www.zeronet.io

Disponível para Windows, Linux e Mac para funcionar basta executar o script que automaticamente a página inicial será aberta no navegador padrão. Os sites e serviços da ZeroNet estarão localizado na barra lateral do site.


Valeu pessoal, até a próxima!
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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Artigo 13 aprovado, e agora?


Recentemente o Parlamento Europeu sancionou a diretiva de direitos autorais que tantos andam temendo. Com 348 votos a favor e 274 contrários, o famigerado artigo 13 - que agora está incluído no artigo 17 (qualquer coincidência com os números desconsiderar, favor) - foi aprovado e pode causar um grande impacto na internet como um todo, tanto é que já há por aí muita gente louca da cabeça - principalmente youtuber - com receio da internet virar uma espécie de regime comunista onde todo conteúdo rigorosamente terá que passar pelo grande filtro antes de ser aprovado.
E não é pra menos, é de fato bem preocupante o que está escrito dentro das cláusulas da tal diretiva de direitos autorais que vem rotulada de uma ação do parlamento europeu para impedir que os direitos autorais de artistas continuem sendo violados livremente internet à fora - coitadinhos dos autores. Resumidamente falando, o objetivo do projeto aprovado é responsabilizar as empresas por quaisquer violação de direitos autorais dentro de suas plataformas, tirando a responsabilidade que hoje fica nos usuários. 

Então o Zé pirateiro que fica baixando filme por torrent e upando para o YouTube em troca de visualizações não será mais responsabilizado por seus atos, mas sim o próprio YouTube que, segundo o artigo, deverá ser responsabilizado e punido. E as multas pelo que à princípio demonstraram parecem ser bem altas. 

O resultado já é previsível! Os grandes jogadores entrarão na defensiva e muito provavelmente limitarão muito o que os usuários poderão ou não publicar nas redes sociais. Os filtros de conteúdo com direitos autorais que já existem em praticamente toda grande rede sociais (Facebook, YouTube, Instagram, Vk, Vimeo, etc) ficarão naturalmente muito mais precisos e a consequência será uma internet mais enfadonha. 

Para os pequenos jogadores que não terão como implementarem filtros complexos invariavelmente não terão capacidade de controle de tudo aquilo que publicarem e a consequência é que muito provavelmente estes deixem de existir e apenas os grandes jogadores continuem jogando, tornando assim a internet muito mais centralizada do que já é atualmente.


E AGORA?

Enquanto houver velhos obesos e com mentalidade da década de 70 controlando o que indivíduos livres e pacíficos poderão ou não fazer, continuará saindo coisas semelhantes a essa do artigo 13, que nada mais é que uma atitude comumente tida por ditadores - e em essência é isso que são, ditadores muito piores que aqueles de países do oriente médio. 

hydra

O que esses velhos rabugentos não entendem é que a estrutura básica da internet é semelhante a uma Hidra. Corta-se uma cabeça e nascem outras duas ao lado. O artigo 13, portanto, é apenas um empurrãozinho que os ditadores estão dando para que mais e mais pessoas adiram a ferramentas totalmente descentralizadas onde é impossível velhos azedos terem algum controle sobre aquilo que circula na rede. 

Como que não entendem que o que estão fazendo é dando um tiro no próprio pé? Grande parte dos estados já declararam fracasso à guerra contra o  torrent e o que estão fazendo é justamente que mais pessoas migrem para tecnologias sem pontos centrais e pra ser franco, isso é ótimo!

Na fase inicial os europeus poderão usar e abusar de VPNs para fugirem das limitações que as redes terão por lá. O uso da rede Tor pode aumentar também e isso irá incutir pessoas comuns a pesquisarem e entenderem como a internet funciona. À medida que mais países adotarem medidas semelhantes ao artigo 13 - e acredite, o Brasil é especialista em copiar coisa ruim - será necessário a migração em massa para redes totalmente descentralizadas como a ZeroNet, onde indivíduos podem compartilhar tudo entre si sem nenhum tipo de entidade central, ficando todo o conteúdo da rede diluído entre os participantes, muito semelhante ao funcionamento do torrent. 

(em breve falarei sobre a ZeroNet por aqui)


Espero piamente que isso que falei acima de fato se concretize e que mais e mais pessoas entendam de uma vez por todas que não existe representantes e que a democracia nada mais é que uma ditadura da maioria com uma fachada bonitinha. 


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quarta-feira, 27 de março de 2019

Criptoestatal - Como o estato pode aumentar sua eficiência


Criptomoedas surgiram inicialmente com a ideia de descentralizar, de tirar do estado o monopólio que por muito tempo esteve nas mãos deste de emitir e controlar a moeda corrente. Graças à blockchain e à descentralização, o monopólio que outrora parecia inabalável ruiu e agora não mais qualquer um pode usar moedas privadas como também podem criar suas próprias - alguns clubes de futebol brasileiros, inclusive, aderiram às criptomoedas e estão desenvolvendo projetos baseados na tecnologia.

Quando o Bitcoin surgiu em 2009 foi um marco não só para os primórdios de uma tecnologia disruptiva que posteriormente moldaria a visão que tínhamos de dinheiro, mas também como um ato de anarquia que após compreendido era o mesmo que tomar a red pill do Matrix. 

Alguém que compreende ao menos a superfície de como funciona o sistema bancário atual sabe que a principal arma de controle e censura que o estado dispõe é justamente a moeda e que tirar essa arma dele é a única forma de levar à frente a bandeira da liberdade.

Dont Tread on me

A natureza descentralizada de moedas digitais como o Bitcoin - apontada por muitos como a desvantagem da moeda - é justamente o que a torna inabalável por qualquer um que tentar pará-la. Não há como censurar quem usa o Bitcoin e muito menos impor regulamentações e limitações como acontece com a moeda fiat. Os governos sabem disso e como medida estão, à princípio, dando pequenos passos para entrarem na vanguarda do cenário cada vez mais concreto da digitalização do dinheiro. 

Vários economistas conceituados já apoiaram abertamente a criação de uma criptomoeda do Banco Central (BC) de modo a tornar o sistema como um todo mais eficiente. Semelhante ao que aconteceu na Venezuela com a Petro, o mesmo possivelmente pode começar a acontecer em outros países e isso é um grande motivo para se preocupar. Eis dois bons motivos. 

PRIVACIDADE (BIG BROTHER IS WATCHING YOU)
Muitos dos que ao longo dos 10 anos do Bitcoin criticaram a moeda digital usaram essencialmente como argumento o fato dela ser até certo ponto irrastreável e com isso um prato cheio para criminosos. Como todo argumento vindo de estatistas, está errado! O Bitcoin não pode ser usado para lavagem de dinheiro, como todo estatista fala. As notas físicas, até certo ponto, são muito mais irrastreáveis e não é por menos que é a forma preferida de políticos receberem pagamentos ilícitos.


Ao abolir as notas físicas de dinheiro e obrigar todos a adotarem uma criptomoeda estatal, seria impossível ter privacidade financeira. Todas as transações feitas por um indivíduo seriam registradas em uma blockchain (obviamente no controle do estado) e ficariam facilmente acessíveis podendo serem usadas contra os indivíduos. 

-Ahh, mas isso não diminuiria a corrupção?

Até certo ponto uma criptomoeda estatal sendo usada unicamente como moeda poderia dificultar a corrupção e lavagem de dinheiro, no entanto não tornaria impossível políticos continuarem sendo políticos.


CENSURA
Uma das práticas de censura mais amplamente usada atualmente é aquela que utiliza da dependência de sistemas bancários tradicionais para calar aqueles que vão contra os interesses da minoria política. Vide por exemplo o famoso caso do Daniel Fraga que falava contra o sistema. A justiça brasileira ordenou que todos os seus bens fossem penhorados de modo a puni-lo por conta do que falava em simples vídeos de YouTube.
No caso de uma criptomoeda estatal seria infinitamente mais fácil bloquear indivíduos e impedi-los de transacionarem o que acreditavam ser seu. Trata-se de um cenário muito distópico mas que sem dúvida se torna cada vez mais concreto. 

Poderia aqui entrarmos em questões de manipulação e em como os keynesianos ficariam felizes em inserir fórmulas de cálculos de inflação com muito mais facilidade, mas já julgo ser suficiente para incuti-los a red pill.
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domingo, 17 de março de 2019

VeraCrypt - O sucessor do TrueCrypt

Em meados de 2014 o site oficial do TrueCrypt noticiou que o projeto não mais seria continuado pelos seus desenvolvedores e recomendou que todos os usuários migrassem para uma outra aplicação compatível com os seus sistemas operacionais, chegando inclusive a recomendar o (BitLocker???) como alternativa com a justificativa que o TrueCrypt tinha falhas de segurança não resolvidas. Até hoje não se sabe exatamente o que acarretou o abandono repentino por parte dos desenvolvedores tendo em vista que as vulnerabilidades que de fato foram encontradas eram de natureza não-graves que poderiam facilmente serem resolvidas.

Independentemente disso, antes mesmo do anúncio oficial do abandono do TrueCrypt vim à tona já existia há algo em torno de um ano um fork (bifurcação) do mesmo chamado VeraCrypt, hoje tido como a sucessor genuíno do famigerado TrueCrypt.

As principais melhorias do VeraCrypt em relação ao seu antecessor estão na geração dos containers que, de modo grosseiro, usa mais iterações (repetição) na geração da criptografia. Enquanto o TrueCrypt usa no máximo 2 mil iterações nos containers padrão, o seu sucessor usa 500.000 mil utilizando SHA-2. Essa gritante discrepância torna o ataque de força bruta praticamente impraticável e a única consequência na utilização de mais iterações na geração dos containers criptografados é que leva mais tempo para serem abertos. 


COMO INSTALAR

O VeraCrypt é disponibilizado no site oficial do projeto em pacotes tar.bz2 de fácil manipulação. Baixe a versão que desejar e prossigamos com a instalação:

Em primeiro lugar, dirija-se ao diretório onde o pacote foi baixado através do terminal (cd e ls para exibir os arquivos) e use o comando a seguir para descompactar o mesmo.
tar -xjvf (versão da aplicação)

Após descompactado o resultado será dois arquivos, referentes às versões 32 e 64 bits. 


Selecione a versão referente à arquitetura do teu sistema operacional e continuemos. (atente-se com o ./versaodaaplicação)


Selecione a primeira opção com o (1) para instalar a aplicação e em seguida leia os termos e aceite-o com o (yes).

Por fim, entre com a senha do teu usuário root.


Valeu pessoal, até a próxima!
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quinta-feira, 14 de março de 2019

Instalação do LibreOffice no Lubuntu

O foco primordial do Lubuntu é o baixo consumo de processamento, e isso tem um preço. Muitas das aplicações nativas em outras distribuições são substituídas por outras que estejam dentro do propósito do Lubuntu. Foi o que aconteceu com o LibreOffice, suíte de aplicativos de escritório indispensável que teve o lugar preenchido pelo Abiword e Gnumeric. Felizmente, para instalar o LibreOffice no Lubuntu é muito simples e nas próximas linhas explicarei como fazê-lo.

Instalar LibreOffice no Lubuntu

Como já deves saber à essa altura, o LibreOffice é um projeto de código aberto dos mais famosos da atualidade e como tanto está disponível nos repositórios oficiais do Ubuntu sendo possível instalá-lo no Lubuntu sem a necessidade de nenhum PPA. No entanto, a versão comumente listada nos repositórios oficiais é desatualizada de modo a ter sempre a versão mais estável da aplicação. Isso posto, para instalar a versão estável basta rodar a linha abaixo no terminal logado com root:
sudo apt-get install libreoffice
Porém, o foco do tutorial não é a instalação da versão estável da aplicação, mas sim da última versão disponível no site oficial do projeto. 


Baixe os pacotes

Entre no site do LibreOffice e baixe a versão mais atual da aplicação (clique aqui) Lembre-se também de incluir a tradução da interface:



Extraia os pacotes

Os pacotes estão compactados no formato tar.gz e para extraí-los primeiramente dirija-se até eles através do terminal. 


Para tanto, use o comando (cd) para navegar entre diretórios através do terminal. No meu caso baixei os pacotes na pasta Documentos - atente-se às letras minúsculas e maiúsculas, naturalmente. O comando (ls) lista todos os arquivos que estão na pasta. 


O próximo passo é descompactar os pacotes propriamente dito. Para formatos tar.gz usamos o seguinte comando:
tar -vzxf (nome do arquivo)
Descompacte os dois pacotes e em seguida use o comando (ls) novamente. Perceba que agora há duas pastas:


São dentro dessas pastas que estão os pacotes .deb que iremos instalar. À princípio, vá até a pasta onde está o LibreOffice e entre na subpasta DEBS
cd (nome da pasta)/DEBS
Use o comando ls e perceba que há os pacotes .deb (atente-se que de fato seja a pasta do LibreOffice e não a da tradução)

Agora iremos instalar todos os pacotes .deb de uma única vez através do comando a seguir:
sudo dpkg -i * .deb
(lembre-se que é preciso está dentro do diretório onde os .deb estão)


O processo de instalação pode demorar alguns minutos. Após terminar, faça o mesmo procedimento com a pasta onde estão os pacotes de tradução.

Volte até onde a pasta está (no meu caso, Documento) O comando para voltar um diretório no terminal é (cd ..) Você também pode abrir uma nova aba do terminal e evitar ficar navegando entre diretórios. 

Agora, já dentro da pasta de tradução e na subpasta onde estão os .deb ( no meu caso ficou assim cd Documentos/LibreOffice_6.2.1.2_Linux_x86_deb_langpack_pt-BR/DEBS )use o mesmo comando para instalar os pacotes .deb
sudo dpkg -i * .deb
Após instalados, o ícone do LibreOffice estará no menu de aplicativos na sessão Escritório.



Valeu pessoal, até a próxima!
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quarta-feira, 13 de março de 2019

Nano é melhor que o Bitcoin

Em 2014, cinco anos após a rede do Bitcoin ter entrado em funcionamento, surgia uma criptomoeda inovadora que carregava consigo uma tecnologia até então não tão conhecida chamada DAG. Nomeada RaiBlocks, tinha um nome não tão atraente mas que contribuiu para catapultar uma nova geração de criptomoedas mais rápidas e que não dependem de um monstruoso poder computacional inerente ao Bitcoin.


No início de 2018, logo após a alta histórica da RaiBlocks onde chegou a 34 dólares, a equipe do projeto resolveu alterar o nome da moeda para Nano, o que para eles soava bem mais simples e que sem dúvida iria contribuir para a divulgações do projeto dentro dos próximos anos. Nano então entrou na boca do público mainstream como a moeda que substituiria o Bitcoin por ser uma tecnologia nova que permitia transações praticamente instantâneas, zero taxas e escalabilidade infinita limitada apenas ao hardware dos equipamentos que rodam.

Passaram-se alguns meses e cá estamos já no início de 2019. O Bitcoin continua com a sua hegemonia e a Nano não teve avanços significativos em adesão. Porém isso não quer dizer que a Nano não é superior ao Bitcoin.

Primórdios do Bitcoin

Quando o Bitcoin começou a receber notoriedade entre o público libertário, muitos usavam da parte teórica da moeda para falar que o Bitcoin seria a nova moeda e que em um futuro todos iriam usá-la e com isso fugiriam das garras do estado. Porém o que vimos acontecer na última grande alta evidencia que os libertários estavam errados com relação ao Bitcoin. Não, ele NÃO pode substituir a moeda atual como muitos acreditaram anos atrás. 

A limitada taxa de transação por segundo do Bitcoin - algo em torno de 7 - tira-o completamente da jogada quando pensamos em um futuro onde as criptomoedas seriam utilizadas como meio de pagamento. É certo que já há algumas possíveis soluções em cima da mesa, no entanto implementá-las é um processo extremamente complicado haja vista a disparidade que há entre os mineradores - possivelmente novos forks do Bitcoin surgirão quando tentarem implementar alguma mudança drástica.


A Nano tem todas as qualidades que os libertários apontavam no Bitcoin

Diferentemente do Bitcoin, a Nano tem todas as características suficientes para abarcar um número absurdo de transações. O que os libertários idealizaram com o Bitcoin só é possível com a tecnologia que está por trás da Nano. Já ficou claro para todos que a segurança da rede do Bitcoin - baseada no poder computacional - não é nada eficiente.

Mas se existem muitas outras criptomoedas superiores ao Bitcoin por que então este continua inerte na primeira posição? Bom, o que vem primeiro acaba se consolidando. Já há muito sabemos que os humanos não gostam de mudanças e que preferem continuar naquilo que funciona, mesmo sabendo que existem alternativas melhores. Vide por exemplo o famoso caso do WhatsApp e Telegram. Apesar deste último ser superior em muitos aspectos - armazenamento na nuvem, grupos maiores, cliente para desktop, nome de usuário ao invés de número pessoal, etc. - continuam no enfadonho WhatsApp.

Muitos estão dentro do Bitcoin e não é do interesse destes que uma nova moeda venha a acabar com a hegemonia do mesmo. Por isso que já há algumas possíveis soluções para o problema de escalabilidade do Bitcoin em cima da mesa.

A Lightning Network é uma das possíveis soluções para o Bitcoin, porém até lá é um grande percurso a ser percorrido. E ao invés de implementar gambiarras a uma tecnologia já mostrada ser um monstro consumidor de energia - A rede do Bitcoin hoje consome mais energia que muitos países - porque não aderirem à uma tecnologia que no seu cerne já tem todas as soluções para os problemas atuais do Bitcoin?

A Nano tem um propósito!

Quando houver uma nova grande alta no mercado de criptomoedas, o mesmo problema de escalabilidade e taxas de transações absurdas do Bitcoin entrará em discussão e nesse cenário a Nano surgirá de trás das nuvens como a solução. Portanto acredito piamente que a Nano abarcará um grande mercado dentro de um ou dois anos.

O que o Telegram faz - envio e recebimento de mensagem - o WhatsApp também faz. No caso do Bitcoin e Nano a disparidade entre as duas é gigante. O básico - envio e recebimento - fica inviável no Bitcoin quando a rede está congestionada e as taxas se tornam impraticáveis para mero mortais. Já na Nano esse tipo de problema não acontece.
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terça-feira, 12 de março de 2019

Widget Pay with Nano - Receba Nano no seu site

A Brainblocks oferece um plug-in compatível com WordPress que funciona exatamente como um Paywall, fazendo com que o acesso a conteúdo dentro de um site seja liberado só após um pagamento ao endereço especificado. O plug-in já está em pleno funcionamento e através do GitHub do projeto é especificado como fazer a instalação em sites WordPress.

Para outras plataformas como o Blogger, por exemplo, ainda não compatível com o Plug-in, é disponibilizado no site do Brainblocks um pequeno script de botão Pay with Nano, que pode ser adicionado em qualquer página HTML e que funciona exatamente da mesma forma como o Plug-in disponível para WordPress, com a diferença de tornar o pagamento opcional. 

No site oficial do BrainBlocks é disponibilizado o Script, basta apenas copiá-lo e adicioná-lo à página HTML que desejar, independentemente da plataforma:

<!-- 1. Place the button somewhere in your HTML -->
<div id="nano-button"></div>

<!-- 2. Add the BrainBlocks script -->
<script src="https://brainblocks.io/brainblocks.min.js"></script>

<!-- 3. Render the button -->
<script type="text/javascript">
  // Render the Nano button
  brainblocks.Button.render({

    // Pass in payment options
    payment: {
      currency: 'rai',
      amount: '1000',
      destination: 'xrb_1brainb3zz81wmhxndsbrjb94hx3fhr1fyydmg6iresyk76f3k7y7jiazoji'
    },

    // Handle successful payments
    onPayment: function(data) {
      // 4. Call BrainBlocks API to verify data.token
      // See tab #2
    }
  }, '#nano-button');
</script>

Atente-se, naturalmente, ao destinatário que receberá as transações. Por padrão é colocado o endereço do BrainBlock. Para colocar o seu endereço nano_ altere a linha (destination). Em amount é onde alteramos o valor do botão, que por padrão vem com 0.001.

A principal diferença em usar o botão Pay with Nano ao invés de simplesmente disponibilizar o endereço nano_ é que quando a transação for realizada existe uma pequena animação mostrando que os fundos foram recebidos na outra ponta.
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segunda-feira, 11 de março de 2019

Criptomoedas revolucionarão o financiamento coletivo

O financiamento coletivo é uma forma de levar projetos e ideias inovadoras à frente com a contribuição de pessoas com interesses em comum. É um meio muito popular de arrecadar fundos e ultimamente cada vez mais vem sendo utilizado por criadores de conteúdo internet à fora uma vez que meios de monetização que outrora traziam retorno hoje já não são mais lucrativos haja vista a grande competitividade sempre crescente. 

Respeitando a lei de oferta e demanda, à medida que mais pessoas passaram a buscar meios de financiamento coletivo o mercado respondeu com algumas plataformas hoje muito populares e acessíveis e aquilo que era trabalhoso e não tão intuitivo passou a ser muito mais inclusivo. 


A maioria dos serviços de financiamento voluntário mais populares necessitam de algum tipo de transação bancária. Alguns funcionam por cartão de crédito e alguns outros também aceitam transações por boleto bancário, o que é extremamente lento e retrógrado. O que todos esses serviços têm em comum é que são todos centralizados e necessitam de entidades bancárias por trás, o que naturalmente torna o processo muito menos democrático. Segundo pesquisas, o número de adultos brasileiros que não têm conta bancaria ainda é relativamente alto e trata-se de um grande mercado a ser investido. 

Outro grande problema de serviços centralizados em bancos, além de serem muito menos inclusivos, é que dificultam transações em valores baixos. Isso por si só já quebra as pernas de muita gente mas ainda tem as taxas bancárias que tornam de fato impraticável muitos projetos de financiamento. É nesse cenário centralizado e cheio de limitações que a descentralização das criptomoedas tem muito a oferecer.


Ao mesmo tempo que muitos não têm conta bancária, muitos também podem não fazer a mínima ideia do que seria uma criptomoeda. De fato ainda não é algo amplamente conhecido, porém o que essas pessoas com certeza têm pode por si só incluí-las em questões de minutos ao mundo de transações rápidas e sem taxas - um aparelho celular. 

À primeira vista quando nos deparamos com as criptomoedas pensamos logo de início que se trata de algo muito mais difícil de lidar, porém o que muitos não fazem a mínima ideia é que o lugar onde o Bitcoin é mais buscado no mundo é justamente onde há o maior número de pobreza; na Africa. A taxa de africanos que não têm acesso à conta bancária é infinitamente maior em comparação com a do Brasil e basta um celular para dar liberdade a essas pessoas.

Criptomoedas isentas de taxas e instantâneas são a solução para os problemas do financiamento coletivo. Com criptos como a Nano, por exemplo, é possível enviar frações de centavos instantaneamente para a outra ponta se que com isso seja necessário uma entidade central que dificulte a ligação direta com o destinatário.

Imagine lançar uma campanha de financiamento e receber as contribuições diretamente na carteira Nano, sem com isso perder com taxas de bancos e eventuais taxas de funcionamento? Trata-se de algo já possível e que tem tudo para tornar-se mais e mais popular com a adoção cada vez maior das criptomoedas.

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Como me tornei um libertário

Durante toda a minha vida fui muito influenciado por ideias comumente tidas como socialistas, vindas de tudo que é lado. A escola sempre foi um ponto importante pois era lá que tudo que eu ouvia e presenciava era tido como verdadeiro e absoluto na mente de um jovem que nem ao menos compreendia o próprio umbigo. A mídia também foi muito marcante no início da minha adolescência e fez parecer para mim que ser contrário às ideias coletivistas significava ser contrário à humanidade e favorável à escravidão que era o capitalismo malvadão.
Acredito que todos que assim como eu estudaram toda a vida em escolas públicas passaram em algum momento por doutrinações do tipo ao menos alguma vez. Trata-se de uma realidade muito comum e que atrapalha e muito o pensamento por conta própria por condicionar a figura de autoridade. 


Entrei em contato com o Libertarianismo pela primeira vez ainda no ensino médio e a ideia inicial que tive foi que aquilo era o mesmo que libertinagem onde se realidade todos poderiam fazer o que desse na telha sem nenhum tipo de retaliação. Na minha mente não havia nenhuma forma de existir organização e segurança sem que houvesse um estado paternalista por trás, garantindo todos os "direitos" aos cidadãos. Acredito que essa minha primeira imagem que tive do que seria uma sociedade regida pela lei de propriedade privada é a mesma que todos têm logo quando se deparam com ideias libertárias. Na escola não fomos em nenhum momento incutidos a pensar de uma forma diferente da convencional por motivos óbvios. Não é do interesse deles que comecemos a contrariá-los. Não é do interesse deles que a imagem de autoridade - que basicamente é a única coisa que sustenta os "argumentos" estatistas - venha a ruir com argumentos baseados em não agressão.

Quem genuinamente põe-se a estudar um pouco de filosofia política - comportamento humano - entra rapidamente na conclusão que a forma mais eficiente de evitar conflitos é pela lei de propriedade privada, aceita e tida como ética por todos aqueles que tenham mais de dois neurônios em funcionamento. E foi justamente quando consegui compreender o princípio básico do Libertarianismo - lei de propriedade - que comecei a perceber o quão a minha visão e de todos aqueles que estavam ao meu redor estava turva em consequência de anos e anos de doutrinação. Somos todos condicionados à obediência de modo que aceitamos tudo aquilo que nos é imposto pelo estado sem nenhum questionamento. Ao parar para analisar, isso se assemelha muito à escravidão, com a diferença desta ser tida por todos como necessária.
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