sábado, 13 de julho de 2019

Como baixar músicas pelo Telegram - Bot

No primeiro artigo que escrevi para este blog, lá em 2017, tratei sobre uma ferramenta disponível para Linux que permite que o usuário grave tudo que passa pela placa de áudio do computador, o que também inclui músicas de serviços que originalmente não permitem que o usuário faça download. Por muito tempo usei essa ferramenta para gravar as músicas que eu costumava ouvir pelo Spotify e guardava tudo para ouvir offline caso fosse necessário. 

O lado ruim de depender desse sistema para obter músicas é que é muito lento. Para gravar cada música leva minutos sem contar também a parte de edição - adicionar número da faixa, artista, álbum, etc. Para a felicidade de nós, pobres mortais, existe uma solução para esse problema. E não, não estou falando de sites cheios de vírus e botões falsos de download que nos levam para a casa da mãe Joana. Refiro-me a bots do Telegram.
O Telegram é rico em bots que facilitam nossas vidas. Já falei aqui no blog sobre um que permite integrar o Gmail ao mensageiro, sobre outro que envia-nos notificação todas as vezes que o nosso canal de YouTube favorito posta algum conteúdo novo. E até sobre um bot que pega o RSS do seu site ou blog e permite que pessoas acompanhe todas as novas postagens através de um canal ou grupo. Enfim. O Telegram é farto de bons bots que acabam centralizando muita coisa que outrora exigiria a instalação de aplicativos adicionais. 

E bom, não seria diferente com as músicas. Existem alguns bots disponíveis abertamente no Telegram que nos permite baixar músicas de serviços famosos bastando uma simples pesquisa. Hoje falarei sobre o bot @DeezerMusicBot, que pelo o próprio nome já dá pra ver que é específico para músicas que estão disponíveis nessa plataforma - no entanto, mais recentemente, ele também permite que os usuários façam download de músicas que estão disponíveis no SoundCloud.

O funcionamento do bot é tão simples que nem mesmo é necessário explicar minuciosamente como que tudo funciona. Basicamente, basta entrar no bot - pesquisando pelo mesmo na busca global (@DeezerMusicBot) - e clicar em iniciar como em qualquer outro bot do Telegram. Em seguida, basta digitar o nome da música que você quer baixar - atente-se, naturalmente, se não há nenhum erro de digitação. O bot então irá processar a música e em seguida enviará para você ali pelo chat mesmo. E tudo não leva mais de cinco segundos, dependendo da música.
E pelo que pude perceber agora quando entrei no bot, ele também está suportando músicas que estão disponíveis no VK - que pra quem não sabe, é uma rede social russa muito semelhante ao Facebook que permite que os usuários enviem músicas para a plataforma. Isso significa que as chances de você encontrar a música que procura são bem altas.

Após encontrar a música que desejava, você pode além de ouvi-la pelo próprio player do Telegram também exportá-la em formato .mp3 para a memória interna do teu aparelho. Para tanto, aperte nos três pontinhos ao lado do arquivo e baixe. 


Valeu pessoal, até a próxima!
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quinta-feira, 11 de julho de 2019

ProtonVPN - Como configurar no Lubuntu


Imagine que você é um jornalista que lida com assuntos sensíveis e que está a todo momento sofrendo represálias advindas de autoridades governamentais e/ou grupos com os quais você bate de frente. Usar a internet sem nenhum tipo de implementação seria atirar no próprio pé, uma vez que dentro da rede os seus rastros ficam facilmente acessíveis bastando que o seu ISP (provedor de internet) cedesse os dados para os seus adversários. Dados que poderiam ser desde o endereço IP, como também; localização, logs, etc. Supomos então que você é um jornalista da pior das Coreia e que bate de frente com o líder supremo de lá. Ser descoberto é o mesmo que ter a pena de morte (e de seus familiares, por sinal) decretada. 

Nesse cenário acima, haveria uma forma de você continuar atuando sem que fosse descoberto. A solução seria através de redes privadas criptografadas, ou resumidamente falando uma VPN. Claro, se você de fato estive na pior das Coreia não teria pra onde correr já que por lá não existe internet - ao menos não como conhecemos (o que existe por lá se encaixa como uma intranet - como se fosse uma rede local, só que totalmente desconectada da internet global).

O funcionamento de uma VPN é muito fácil de ser compreendido se imaginarmos a internet como sendo uma imensidão de estradas que ligam você (seu computador, celular, etc) aos sites que você quer acessar (os computadores onde estão hospedados). Quando você acessou o meu site, o seu computador se comunicou diretamente com a máquina onde o meu site está hospedado, o que significa que o seu identificador na rede ficou visível para mim. Através do seu IP, posso por exemplo saber de qual cidade você é e inclusive qual o seu provedor de acesso. Com essas informações eu não posso fazer absolutamente nada, mas imagina o que instituições governamentais poderiam fazer com isso. Bastaria um simples mandado e o teu ISP abriria as pernas na hora. 

Com uma VPN, o seu computador não se comunicaria diretamente com a máquina onde o meu site está hospedado. Lembra que a internet é uma imensidão de estradas que levam a algum lugar? Bom, ao usar uma VPN, ao invés de seu computador enviar as informações pela BR até o meu computador, no meio do caminho você entregaria essas informações para outra pessoa (empresa dona da VPN) que ficaria encarregada de levar essas informações até o computador onde o meu site está hospedado. O computador onde o meu site está receberia as informações e pediria à pessoa para enviar a resposta de volta (exibindo assim a página). Só que nesse cenário, o endereço que apareceria para mim não seria o seu, mas sim o da pessoa que você pediu que levasse as informações para você. Sacou?

Em teoria, usar uma VPN para se conectar à internet torna praticamente impossível que alguém saiba quem genuinamente você é. Veja bem, eu disse praticamente, não impossível. Tudo vai depender de quem você escolher para entregar as suas informações. Assim como existe bons carteiros que não leem as correspondências que você envia e recebe, há também más carteiros que além de leem, amassam e ainda dizem que você estava ausente. É aí que o ProtonVPN entra em cena. 

À essa altura do campeonato, acredito que você já saiba que o ProtonVPN faz parte da mesma empresa que desenvolveu o ProtonMail, já conhecido aqui no blog. E pela credibilidade que a empresa carrega consigo já há um bom tempo, é de se esperar que o serviço de VPN deles seja satisfatório em termos de segurança e confiabilidade. Não é pra menos. A conexão de VPN deles é criptografada com AES de 256 bits e os protocolos usados é o OpenVPN para computadores e o IKEv2 para aparelhos móveis. Isso pode não fazer tanto sentido para você (e nem pra mim, confesso), mas em resumo isso significa que eles não têm acesso aos seus nudes enviados por ftp. 

Criando uma conta no ProtonVPN

1 - Acesse o site de cadastro: account.protonvpn.com/signup

2 - Selecione o plano Free 

3 - Insira o seu E-mail e confirme-o posteriormente (não é necessário o E-mail ser do ProtonMail, use o que preferir)

Configurando o ProtonVPN

Com a sua conta já criada, entre com as suas credenciais de acesso no site e baixe o arquivo de configuração do OpenVPN. Para baixá-lo, vá na aba download, selecione a plataforma (no caso, Linux) e clique em server configs para listar todos os servidores que o ProtonVPN disponibiliza. Agora, procure os servidores que estão disponíveis no plano gratuito - que são três, um nos Estados Unidos, outro no Japão e mais um no Países Baixos. Obviamente você vai escolher aquele que está mais próximo de você, para que a velocidade seja mais estável. 


O arquivo de configuração vem no formato ovpn e será através dele que faremos a configuração da VPN da forma mais simples possível. 

Já com o arquivo de configuração do servidor em mãos, o próximo passo é ter as suas credenciais do OpenVPN que são geradas assim que o seu cadastro no site é feito. Elas ficam disponíveis na aba Account:

Você terá o Username e a senha do OpenVPN (e cuidado para não confundir com o usuário e senha da sua conta do ProtonVPN, são coisas diferentes). Recomendo fortemente que altere essas informações do OpenVPN para que fique mais fácil lembrar posteriormente pois será necessário inseri-los todas as vezes que o computador for reinicializado. Que tal inserir o username e senha do teu usuário do pc? Fica a dica pra não precisar memorizar nada. 

O próximo passo é simplesmente instalar o OpenVPN propriamente dito. É provável que ele já esteja instalado por padrão no Lubuntu, mas para confirmar rode a linha abaixo no terminal:
sudo apt-get install openvpn
Também instale o resolvconf
 sudo apt-get install resolvconf
Feito isso, o próximo passo é rodar o arquivo de configuração que baixamos no site do ProtonVPN com o OpenVPN através do terminal. Primeiramente, recomendo que coloque o arquivo na pasta Home do seu sistema para facilitar as coisas. 

1 - Dirija-se até o diretório onde o arquivo de configuração está através do terminal

Você pode fazer isso navegando entre os diretórios usando o comando cd. No entanto, se deixar o arquivo na sua página home como recomendei não será necessário navegar entre os diretório uma vez que quando abrimos o terminal por padrão ele já fica no diretório home. 

2 - Rode o arquivo de configuração com o OpenVPN

No terminal, digite:
sudo openvpn + arquivodeconfiguração.ovpn
Lembre-se que não é preciso digitar todo o nome do arquivo, basta que insira as primeiras letras e aperte a tecla tap no seu teclado para que o terminal complete o restante. 

Ao rodar a linha acima, será necessário inserir a senha de root do teu usuário. E em seguida, o terminal pedirá para inserir o username e senha do OpenVPN do ProtonVPN. Basta inseri-los e dar enter. 

Se você receber a mensagem abaixo é porque deu tudo certo.

Parabéns, você já pode entrar para o seleto grupos de raque do banânia.

Vou ter que rodar esse comando todas as vezes que ligar o computador? Sim! Essa foi a única forma que conseguir fazer a VPN funcionar no Lubuntu pois o passo a passo que a grande maioria das pessoas fazem usando a interface gráfica não funciona. E infelizmente ainda não conseguir compreender o porquê disso. 

VELOCIDADE

Para você que ficou curioso com relação a como fica a velocidade da internet usando a VPN do ProtonVPN, digo que o resultado é até que satisfatório para um serviço que usamos gratuitamente. E aqui abro um parêntese porque a versão gratuita, que eles dizem ser tão limitada, não é nem tanto viu. Dá pra usar em mais de dois aparelhos em simultâneo sim, inclusive estou fazendo isso neste momento que escrevo usando no computador e também no celular - e não estou no período de teste. As limitações que encontrei foram; os torrent não funciona e alguns sites de download p2p também não. Sinceramente não entendi muito bem o que seria um download p2p, porque alguns sites funciona normal como o Suamúsica, por exemplo, enquanto outros não (como o sonda.me). Enfim...isso não é exatamente um problema. 

Sobre usar mais de dois aparelhos na mesma conta acredito que é possível quando os dois estão configurados usando o OpenVPN, e não o outro protocolo padrão dos aplicativos móveis. Então se queres usar no teu pc e também no celular, terá que aprender a configurar uma vpn usando o OpenVPN no teu android - felizmente tem muita informação sobre isso na internet. Não faço o passo-a-passo porque já são 04:50 da manhã e preciso dormir o mais rápido possível. Enfim o teste de velocidade:


Definitivamente não dá pra jogar jogos online com esse ping, se era o que você estava esperando fazer, porém dá pra fazer tudo que você faz diariamente ao navegar na internet sem maiores problemas; youtube, spotify, downloads, enfim...tu não tá pagando né. Não há como ser melhor. 

Até a próxima! Agora vou dormir.

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sexta-feira, 5 de julho de 2019

O Diário de Anne Frank e como o estatismo cria monstruosidades


No dia 12 de junho de 1942, a garota judia que marcou toda a história relatando em ínfimos detalhes como era a vida de um judeu durante a segunda guerra mundial, ganhou o presente de aniversário que posteriormente veio a ser o diário mais famoso de todos os tempos; O Diário de Anne Frank. Uma garota, que até julho de 1942 levava uma vida comum de uma menina de 13 anos, teve sua liberdade subitamente subtraída quando toda a sua família teve que abandonar tudo que construiu ao longo de anos para esconder-se dos alemães que na época já haviam tomado a Holanda para si.

As condições de vida dos judeus durante a era Hitler eram sub-humanas. Constantemente, durante os fartos relatos em seu diário, a Anne agradece a Deus pelo pouco que a sua família conseguia obter através do mercado negro e de amigos que os acolheram em segredo por longos dois anos e por não estar em lugares piores como a Polônia, onde a opressão era terrível. A família Frank, como a própria Anne reconhece, foi privilegiada de certa forma por ter uma certa influência antes da caçada aos judeus intensificar-se. Os avós de Anne, muitos ricos, tiveram parte das suas riquezas diluídas durante a primeira guerra mundial no entanto os pais de Anne tiveram oportunidade de estudarem e abrirem negócios.
Prédio onde ficava o esconderijo da família Frank

A vida dos judeus que não tinham uma influência como os Frank alardeavam era horrível - por falta de uma palavra melhor. Para se ter uma ideia de como eram massacrados, na Holanda a partir da invasão alemã por volta de 1940, os judeus eram impedidos de usar os transportes públicos e até mesmo de andarem de bicicletas quando a coisa começou a apertar de fato. Negócios que pertenciam aos judeus eram constantemente destruídos inclusive por cidadãos comuns que eram incutidos, através de discursos nojentos porém manipulares, a odiarem os judeus e tudo o que os pertencesse.

Durante intermináveis dois anos, a família Frank junto com a família van Pels e mais um amigo dentista, também judeu, ficam confinados dentro de um esconderijo que durante todo o diário é chamado de Anexo Secreto. O tal esconderijo ficava aos fundos de um prédio onde era ocultado por meio de uma antiga estante de livros removível que dava acesso às escadas do anexo. Até os dias de hoje o tal anexo existe e pode ser visitado por qualquer um.

Estante removível que dava acesso ao esconderijo

No dia 1 de agosto de 1944, muito pouco tempo antes da guerra ter chegado ao fim, em 1945, a Anne escreve no seu diário pela última vez e fala sobre o que costumava escrever na grande maioria dos seus relatos - Sobre sua mãe que não a compreendia e os adultos que não a entendiam. Três dias depois após ter escrito seu último relato, a polícia de segurança alemã, acompanhada de alguns holandeses nazistas covardes e cagões, em 4 de agosto, invade o prédio e o anexo secreto e leva todos do esconderijo, junto com os amigos do pai de Anne que os ajudavam com o fornecimento de mantimentos. A partir daí, todos são levados para campos de concentrações onde o único do esconderijo que sai vivo após a guerra é o pai da Anne, que retorna para o lugar do esconderijo tempos depois e encontrar o diário da filha com um amigo.

O LEGADO DE ANNE FRANK

Os escritos que a jovem Frank imortalizou para todo o sempre nas páginas do seu diário e que já comoveu BILHÕES de pessoas em todo o mundo sendo um dos trabalhos mais traduzidos de toda a história da humanidade, mostra com maestria até onde o ser humano é capaz de chegar quando deposita sua confiança em líderes que supostamente os representa.

A mente de uma única pessoa, que sozinha não era capaz de portar uma simples arma - quem dirá então matar -, por ter a doença de Parkinson e sérias dificuldades de coordenação, foi capaz de ceifar a vida de SEIS MILHÕES  de judeus durante os anos de 1939 a 1945 - Adicione a essa conta todas as outras mortes durante a segunda guerra mundial. E tudo isso aconteceu porque milhões de alemães depositaram suas confianças a pouquíssimas pessoas que, cobertas pelo manto chamado justiça, foi capaz de concretizar os cenários mais horrendos que a humanidade alguma vez já registrou.

Até quando pessoas continuarão delegando suas confianças a líderes? Até quando irão continuar cometendo os mesmo erros que a história já nos mostrou muitas e muitas vezes serem desastrosos?

O estatismo, que está por trás de toda a destruição que já aconteceu em guerras, foi responsável pela morte de um número incalculável de pessoas, as vítimas do holocausto foram apenas uma pequena parte delas. Tenha sempre em mente que enquanto houver indivíduos encontrando a solução para os problemas dentro de teorias políticas coletivistas (estatismo, puramente falando) assassinatos em massa continuarão acontecendo abertamente acobertados por nomes como: guerra, libertação, etc.

Anne Frank (1929 - 1945)
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quarta-feira, 3 de julho de 2019

BitChute - Uma plataforma de vídeos descentralizada

Um dos principais problemas quando há um serviço que funciona por meio de sistemas de monetização via publicidade é a censura. Inevitavelmente qualquer site ou negócio que dependa desse sistema baterá de frente com a lista de coisas que não poderá ser falado, tendo como consequência o banimento ou limite de alcance caso as ditas palavras forem mencionadas. Plataformas como Facebook e Youtube já deixaram bem claro em ocasiões passadas que não querem ter os seus nomes associados a coisas como (extrema direita, teorias das conspirações), entre outras coisas. 

Não podemos classificar essas empresas que tomam essas medidas como antiéticas por um motivo simples. As plataformas são delas e portanto podem escolher o que exatamente poderá ser publicado. Além do mais, quando estas dependem de terceiros para manter a receita advinda de publicidades é ainda mais preocupante o que os usuários publicam. Afinal de contas, ninguém quer ter o seu anúncio em conteúdos que fomentam o ódio, não é mesmo? Quem não lembra quando várias empresas boicotaram o YouTube há anos atrás quando tiveram anúncios atrelados a conteúdos tidos como impróprios? Bom, isso acontece e sempre acontecerá em sistemas que têm o modelo de monetização por meio de publicidade.

Como solução para o problema de censura inerente a essas plataformas, surgiu em 2017 o BitChute, que apesar de não ter um nome tão apresentável, é uma plataformas de vídeos online que carrega consigo a mesma tecnologia do BitTorrent e que já tida por muitos como o refúgio para nacionalistas, direitistas, e tudo que a grande mídia classifica como impróprio. 


O funcionamento do BitChute é igual ao de plataformas de vídeos já consolidadas, tendo como diferença apenas a forma como os vídeos são armazenados e distribuídos. Diferentemente da forma centralizada que já estamos familiarizados, o BitChute usa a tecnologia do WebTorrent como diferencial principal, o que torna a distribuição de vídeos de certa forma incensurável, uma vez que é muito improvável alguém conseguir derrubar um arquivo que esteja dentro da rede do BitTorrent - ao menos que este tenha o número de pares e semeadores reduzido a zero. 

Exatamente por esse motivo que o site virou uma espécie de refúgio para aqueles criadores de conteúdo que foram banidos de sites como o YouTube e Facebook, ambos têm um histórico de limitar o alcance daqueles que não tem o rabo preso com o politicamente correto.

FUNCIONAMENTO

O BitChute é acessível através do endereço a seguir: www.bitchute.com e para usá-lo, assim como o YouTube, não é necessário nenhum tipo de cadastro. Ao menos é claro se o usuário quiser se inscrever em algum canal ou publicar algum conteúdo na plataforma, o que precisará de apenas um endereço de E-mail.

Vale lembrar que por conta da forma descentralizada de armazenar os vídeos mediante a tecnologia do WebTorrent que é um cliente BitTorrent em JavaScript que funciona exclusivamente pelo navegador, o processamento dos vídeos é beeem mais demorado que no YouTube, por exemplo. Pelos testes que fiz, levou algo em torno de quarenta minutos para um vídeo simples de cinco minutos ser processado e tornar-se acessível dentro da plataforma.

E como a distribuição dos conteúdos são feitas em partes pela rede do Torrent, quando o usuário roda um vídeo dentro do site e tornar-se, portanto, um portador do arquivo, vira automaticamente um par que passa a semear as partes do vídeo já baixadas para os outros usuários que estejam assistindo o mesmo vídeo naquele momento.

Todo vídeo publicado no BitChute tem o seu respectivo endereço dentro da rede do Torrent, que fica logo abaixo do vídeo e que permite que quem quiser contribuir com um canal basta que copie o endereço magnet link e ajude a semear os vídeos através do cliente torrent que preferir. Isso é especialmente interessante por causar um maior engajamento entre os assinantes do canal.
Até o momento, não encontrei um único vídeo que não reproduzisse corretamente, o que me leva a pensar se existe a possibilidade do BitChute ter o seu próprio tracker e armazenar todos os vídeos publicados em servidores para evitar que os vídeos morram muito rapidamente sem semeadores. 

DESCENTRALIZADO?

Apesar de ser muito difícil derrubar um vídeo dentro do BitChute, mesmo que o mesmo tenha direitos autorais, vale ressaltar que eles ainda dependem de um domínio, e isso é uma brecha muito grande. Domínios são pontos centrais que podem ser facilmente derrubados por mandados judiciais e essa é um ponto fraco do BitChute.


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sábado, 29 de junho de 2019

Problema no YouTube-dl - Resolvido


É comum ter problemas ao tentar baixar vídeos do YouTube através do terminal usando o YouTube-dl mas isso não quer dizer que a aplicação é ruim. Pelo contrário. O problema está na dificuldade em mandar as atualizações da aplicação através dos repositórios oficiais das distribuições, que é a principal forma que os usuários usam para instalar através do código a seguir:
sudo apt-get install youtube-dl
Existe uma disparidade muito grande entre a versão que está disponível dentro dos repositórios das distribuições e a que é disponibilizada no site oficial do projeto. Isso acontece porque geralmente as aplicações que ficam disponíveis nos repositórios oficiais das distribuições são aquelas que já foram comprovadamente serem estáveis e que têm menos chances de apresentarem problemas futuros. 

Acontece que os padrões do YouTube mudam com uma certa frequência e o que antes funcionava para fazer os downloads não funciona mais. Basicamente esse é o principal empecilho de aplicações desse tipo, que precisam de constantes atualizações para se adaptarem às mudanças. A solução para esse tipo de problema pode vir através de um PPA para a aplicação. No entanto, pelo que parece, não existe algum que disponibilize as versões mais novas do YouTube-dl. 

Então como não existe nenhum PPA que entregue as mais novas versões do YouTube-dl ao alcance de uma linha de comando, precisamos então baixarmos as mais novas versões diretamente através do site oficial do projeto. 

Os pacotes são disponibilizados em tar.gz que é uma forma de empacotamento, semelhante ao RAR do Winrar, basicamente. O que precisaremos fazer é simplesmente baixar o pacote da versão mais recente (que no momento que escrevo é a v2019.06.27) e descompactar o arquivo com o gerenciador de arquivos compactados mesmo. 

O resultado será uma pasta nomeada: youtube-dl

Você precisará apenas dessa pasta para usar o YouTube-dl normalmente, sem que seja necessário a instalação da aplicação. É preciso apenas entrar dentro da pasta, através de linha de comando obviamente e usar o ponto e barra para rodar o Script. Explico.

1 - Dirija-se até a pasta youtube-dl que você extraiu

Você pode fazer isso através do terminal com o comando cd, mas também pode abrir a pasta no terminal através do gerenciador de arquivos. 

2 - Rode o Script usando o ./youtube-dl

A aplicação funcionará da mesma forma se estivesse instalada, tendo que acrescentar apenas o ./ todas as vezes que for baixar algum vídeo. 

./youtube-dl -f 18 youtube.com/5463112666556

Lembrando que os vídeos baixados ficam dentro da pasta youtube-dl. E você precisará rodar o Script dentro da pasta todas as vezes que for baixar algum vídeo. 

E quando os problemas tornarem a aparecer, entre no site do projeto e baixe a versão mais recente da aplicação novamente. 

Valeu pessoal, até a próxima!!!
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terça-feira, 18 de junho de 2019

Criptomoeda do Facebook - Uma ameaça ao Bitcoin?

Hoje o dia é 18 de junho de 2019, provavelmente o dia mais importante depois do lançamento do Bitcoin em 2009 para o mercado de criptoativo. O Facebook anunciou oficialmente a sua mais nova empreitada em forma de Criptomoeda que tem o nome de Libra, após meses à fio de especulações e boatos. A Criptomoeda que será dentro dos próximos meses implementada dentro dos principais apps do Facebook, incluindo o mais amplamente usado Facebook, Instagram e WhatsApp, será lastreada em moedas fiduciárias e portanto uma stable coin.

Pela primeira vez na história veremos uma empresa de grande porte como o Facebook, que abarca mais de 2 BILHÕES de usuários ATIVOS, adotar a tecnologia das criptomoedas para tornar as transações entre indivíduos muito mais simplificado. Em forma de stable coin e por isso atraente para o público em geral, a criptomoeda Libra do Facebook tem espaço para revolucionar a forma como o público EM GERAL entende o que é dinheiro.


Ainda não se sabe minuciosamente como será o funcionamento da moeda e tudo que será possível fazer com ela, porém já se sabe que as transações na blokchain da Libra serão efetuadas rapidamente e a custos muito mais baixos em comparação com o Bitcoin. O principal atrativo, eu diria, é a facilidade de uso. No vídeo acima é possível ter uma breve noção de como será fácil enviar valores para outras pessoas. 

O principal receio que presenciei dentro dos grupos e comunidades de criptomoedas após o lançamento da criptomoeda do Facebook tem relação à dúvida se ela de alguma forma irá tirar usuários que hoje estão no Bitcoin - por vantagens em relação ao sistema bancários tradicional (transações mais rápidas, menos taxas, etc). Com as informações que dispomos atualmente, notavelmente a Libra tem características que a tornam superior ao Bitcoin em alguns aspectos, eis algumas:

  • Transações mais rápidas
  • Taxas menores
  • Facilidade de uso
  • Integrada aos Apps do Facebook (com mais de 2 bi de users)
  • Escalabilidade
  • Renome (por ter o Facebook por trás)

Não resta dúvida que a moeda do Facebook irá revolucionar a forma como enxergamos o dinheiro. Com ela indivíduos terão muito mais possibilidades de transacionarem valores sem as conhecidas limitações inerentes ao sistema bancário tradicional. No entanto, achar que ela irá prejudicar o Bitcoin de alguma forma é não conhecer os princípios que alicerçam o Bitcoin!

A blockchain da Libra é proprietária o que significa que usuários comuns como eu e você não terão acesso às transações que ocorrem dentro da rede. Outro ponto é que as transações serão reportadas para órgãos governamentais, o que significa que indivíduos que comercializam mercadorias que são mal vistas pela sociedade serão impedidos por nodes da rede de exercerem sua liberdade de livre comercialização. Nesses pontos em questão, o Bitcoin continua sendo infinitamente superior à Libra, que resumidamente será um braço direito do estado.

Todas as transações serão armazenadas e computadas pela empresa que ficará encarregada dessa parte, o que significa que será mais uma fonte infinita de dados pessoais nas mãos do Zuck que terá um poder quase ditatorial, imagine.

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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Saiba como usar o bate bapo do Facebook através do Pidgin

Durante algum tempo da sua existência, o FaceBook deu suporte ao procolo XMPP que tornava possível a integração do bate papo com a grande maioria dos aplicativos de chat. Na época que anunciaram o suporte ao protocolo o Facebook vinha esperneando-se para conseguir abarcar o maior número de usuários que fosse possível e oferecer disponibilidade aos aplicativos de chat para desktop foi uma boa aposta. Clientes como o Pidgin que tinham suporte ao XMPP assim como a grande maioria, eram boas ferramentas para centralizar todos os bate papos em um único lugar. 

Porém a longevidade do XMPP com o FaceBook não foi tão grande. Quando a company do Zuck começou a empurrar goela abaixo o Messenger resolveram dar fim ao suporte do protocolo e focar exclusivamente na expansão do próprio mensageiro. Quem não lembra quando começou a ser obrigatório baixar outro aplicativo para poder usar o bate papo do Facebook? Pois então! Só agora eles perceberam o tiro no próprio pé e pelo que tudo indica estão planejando voltar aos moldes de como era antigamente

A boa notícia para aqueles que querem usar o bate papo do Facebook através do Pidgin é que existe um plugin chamado Purple Facebook que faz a integração do protocolo do Facebook Messenger ao Pidgin, de tal modo que torna possível usar o serviço com a grande maioria das opções funcionando. No tutorial de hoje explicarei como fazer para instalar o Purple Facebook no Ubuntu e derivados. 

Instalando o Purple Facebook


Para instalarmos o Purple Facebook precisaremos inicialmente adicionarmos o ppa do mesmo ao nosso sistema. Para isso, cole o seguinte endereço no terminal logado com root:

sudo sh -c "echo 'deb http://download.opensuse.org/repositories/home:/jgeboski/xUbuntu_$(lsb_release -rs)/ /' >> /etc/apt/sources.list.d/jgeboski.list"

Em seguida, cole a chave do repositório no terminal:

wget -q -O- http://download.opensuse.org/repositories/home:/jgeboski/xUbuntu_$(lsb_release -rs)/Release.key | sudo apt-key add -

Atualize a lista de repositórios com:

sudo apt-get update

E por fim, instale o plugin com:

sudo apt-get install pidgin purple-facebook

Já com o plugin instalado o próximo passo é adicionarmos nossa conta do Facebook ao Pidgin.
Simplesmente abra-o e na parte do protocolo selecione Facebook, ao invés da opção Facebook XMPP. Entre com o seu usuário (e-mail) e senha e marque a opção lembrar senha.


Valeu pessoal, até a próxima!!!
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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Saiba como criar um canal no Telegram com o RSS do seu site

O Telegram cresceu muito no Brasil nos últimos anos e muito disso deu-se por conta dos bots que acabam ajudando muito no dia a dia. Pelo o fato de ser algo integrado ao próprio mensageiro, e com isso dispor de algumas funções interessantes - tais como notificações - os bots são um prato cheio para muita gente, inclusive para donos de sites e blogs que podem usar dos mesmos para alavancar conteúdos recém publicados com o auxílio de canais ou grupos que disponibilizam o conteúdo publicado.

No tutorial de hoje explicarei como adicionar um Bot RSS no seu canal ou grupo e ainda como configurá-lo para enviar alertas sempre que um novo conteúdo for publicado. Para isso, iremos usar o bot Feed Reader que tem uma versão gratuita para uso livre.


1º Passo - Iniciando o Bot


Através da busca global do Telegram procure o bot Feed Reader inserindo o nome do mesmo @TheFeedReaderBot. Em seguinda, clique em começar para começarmos a configurar o bot.


2º Passo - Configurando o Feed Reader

O Feed Reader é um bot RSS que pode ser usado tanto dentro de grupos e canais como também dentro do chat do próprio. Para instalarmos o bot a um canal primeiramente precisamos adicioná-lo como administrador. Para isso, basta que entre no canal que deseja adicionar e procure pela opção Administradores e em Adicionar administradores. Em seguida, use o nome de usuário do bot > @TheFeedReaderBot para adicioná-lo como admim.

Agora iremos para a configuração no Bot

Volte ao bot Feed Reader e use o comando /channel @usuáriodoseucanal para iniciarmos a configuração. Com esse comando falamos para o bot que as configurações posteriores serão direcionadas para o canal, e não especificamente para o chat do bot - que pode ser usado para acompanhar o rss de outros sites separadamente.
Se você não sabe qual é o usuário do seu canal, essa informação fica dentro do próprio canal. Basta que entre nas configurações do mesmo (se não existir um usuário, terá um link t.me seguido do usuário. Basta remover o t.me que o restante é o nome de usuário do canal)


Agora a única coisa que precisaremos fazer é adicionar o site que quisermos com o comando /add. Em seguida, basta entrar com o link do site desejado que o bot procurará o rss automaticamente - convém lembrar que alguns sites não disponibilizam tal ferramenta.

E pronto! A partir de agora o bot enviará mensagem para o canal sempre que um conteúdo novo for publicado no site(s) inserido. Pode ser adicionados até 10 sites na versão gratuita do bot e o procedimento é o mesmo descrito aqui.

Para sair das configurações do canal use o comando /channel end. E então poderá usar o bot par acompanhar o rss de outros sites usando o comando /add para adicioná-los.

Lembro-lhes que existe um tempinho desde quando o conteúdo é publicado até o bot identificar e alertar. Isso ocorre porque existe um intervalo de tempo entre uma checagem e outra.



Valeu pessoal, até a próxima!
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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Telegraph - Plataforma de blog anônima do Telegram

Imagine que você é dono de uma página em alguma rede social e precisa de uma plataforma de blog onde possa escrever artigos de uma maneira mais organizada para compartilhar com o seu círculo. A principal ferramenta que poderia passar pela sua cabeça seria plataformas de blog convencionais, tais como o Blogger e o Wordpress. Estes serviços são ótimos para criação de conteúdo e trazem consigo muitas ferramentas de customização. No entanto, em todos os casos necessitam de muita configuração embrionária e isso pode ser um empecilho para muitos que não entendem o mínimo de HTML, CSS etc...

Apresento-lhe o Telegraph, uma plataforma de Blog do Telegram que além da comodidade inerente à plataforma ainda traz consigo nativamente o anonimato das publicações que ali são publicadas.

O funcionamento do Telegraph é muito simples:

Basta entrar no site do projeto ( telegra.ph ) e literalmente começar a escrever. Não há necessidade de cadastros, configurações de páginas e esses paranauê.

É possível incorporar imagens às páginas, vídeos do YouTube, Twitter, além é claro da possibilidade de enviar imagens diretamente do computador sem a necessidade de hospedagem.

Após publicado será gerado um link para o artigo que poderá ser compartilhado em qualquer lugar, sobretudo em plataformas que suportam o Instant View (leitura rápida) como exemplo o próprio Telegram, Facebook, Google etc...

Vale lembrar que dentro do Telegraph não é possível criar uma identidade visual e muito menos um blog propriamente dito com todas as postagens organizadas em ordem. O único uso que o Telegraph tem é como um mero quebra-galho para quem deseja escrever artigos para compartilhar com amigos e não tem interesse em abrir um blog em plataforma mais consolidadas.

Link desta postagem no Telegraph: https://telegra.ph/Telegraph---Plataforma-de-blog-an%C3%B4nima-do-Telegram-05-06
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domingo, 28 de abril de 2019

O Blog não morreu!!!

Já faz praticamente três semanas que não venho aqui escrever e durante esse período o blog ficou literalmente jogado às traças. Estava sem muita ideia do que bolar e por isso resolvi não ficar enchendo linguiça com assuntos que já tratei alguma outra hora ou sem muita importância.

Não sei se perceberam, mas o Blog nos últimos meses saiu um pouquinho dos trilhos (no bom sentido) quando resolvi começar a escrever sobre um dos assuntos que mais me fascina ultimamente; libertarianismo. Costumava tratar por aqui apenas assuntos relacionados à tecnologia, dicas e tutoriais no entanto chega uma hora que inevitavelmente a coisa vai ficando forçada e aí que aquela empolgação vai esfriando aos poucos.

Não quero dizer que as dicas sobre Linux e tecnologia em geral serão enterradas. Na realidade, estou com algumas pendências que logo menos serão publicadas. Quero apenas noticiar ao meu seletíssimo grupo de visitantes que daqui em diante pretendo focar o blog em assuntos relacionados à liberdade individual, algo que julgo de suma importância em um cenário tão ruidoso como este que estamos atuando.

Ademais, quero aqui agradecer aos milhares e milhares de visitantes que por algum motivo anômalo caíram no meu esdrúxulo blog e que, de alguma forma inexplicável tiraram (ou não) algo de útil para suas vidas nessas simples linhas.

Valeu mesmo, você que leu até aqui!!!
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segunda-feira, 8 de abril de 2019

ZeroNet - Uma rede genuinamente descentralizada

A internet é uma rede global de computadores e redes interligadas entre si que mediante protocolos conversam uma com as outras e formam o que conhecemos hoje por internet. Grandes empresas privadas e públicas atuam dentro da rede disponibilizando serviços e unindo muitos usuários através de gigantes datacenter que funcionam como grandes galpões, armazenando tudo aquilo que criam dentro da rede. 

Em essência a internet é sim descentralizada. Quando foi concebida na época da guerra fria, temia-se muito uma guerra nuclear súbita e diante de um cenário tão sórdido como esse, uma rede que poderia funcionar mesmo quando determinadas rotas fossem obstruídas era algo extraordinário.
Qualquer computador conectado à internet pode funcionar como um cliente e também como servidor, porém o que ocorre é que cada vez mais a internet fica concentrada nas mãos de algumas poucas empresas que, sozinhas, conseguem abarcar grande parte do tráfego da rede. 

Isso já era algo previsível e não há vilões na história. A forma centralizada de oferecer serviços sem dúvida alguma é ainda a mais eficiente e empresas gigantes continuarão a suprir a demanda sempre crescente de pessoas querendo cada vez mais agilidade. O problema real se encontra quando essas gigantes impõem novos formatos goela abaixo para todas as outras - algo semelhante com que o Google anda fazendo com o AMP no E-mail.

A beleza da internet está justamente na sua inerente descentralização e quando isso começa a ser ameaçada - mesmo que inutilmente - por governos e empresas monopolistas, é bom saber que existem por aí muitos projetos de redes descentralizadas sem pontos centrais onde todos da rede são verdadeiramente livres para acessarem e produzirem o que quiserem, tendo a certeza que não serão censurados por terceiros. 


ZeroNet
A ZeroNet é uma rede descentralizada criada em 2015 que funciona exatamente como uma rede peer-to-peer, onde todos os participantes da rede atuam tanto como cliente como também como servidor, disponibilizando o conteúdo que estão acessando no momento para outras pessoas. O funcionamento da rede é o mesmo da rede do BitTorrent e inclusive é usada na ZeroNet exatamente a mesma tecnologia para tornar o acesso ao conteúdo muito mais rápido - ou seja, quanto mais gente usar a ZeroNet, teoricamente mais rápido ficará o acesso aos sites.

A rede não utiliza o sistema de domínios que estamos habituados - o famoso WWW.matheusalexandre.com - e todo site na rede é identificado por sua respectiva chave pública, exatamente a mesma tecnologia que é usado no Bitcoin para assinar transações. O que significa que um detentor de um site dentro da ZeroNet só poderá gerenciá-lo mediante sua chave privada, que, como sabem, é praticamente impossível de ser quebrada mediante meios convencionais de ataques.

zeronet descentralizada
Ao atualizar um site dentro da ZeroNet o conteúdo do mesmo é distribuído entre os peer (nós) da rede e ficará visível para aqueles que o acessarem, passando estes também a distribuir o conteúdo espalhando-o pela rede como um todo. Isso significa que após um conteúdo ser publicado dentro da rede é IMPOSSÍVEL ser deletado seja qual for o indivíduo ou entidade, ao menos que seja o detentor da chave privada correspondente.

Na ZeroNet não há censura e muito menos restrições de ideias. Qualquer usuário pode publicar o que quiser e terá a total certeza que ninguém irá restringir sua liberdade como indivíduo.


COMO USAR A ZERONET?

A ZeroNet pode ser acessada através de qualquer navegador de internet convencional (Chrome, Firefox, Opera, etc) necessitando apenas de um script que funciona como uma espécie de host local que é disponibilizado no site oficial do projeto: www.zeronet.io

Disponível para Windows, Linux e Mac para funcionar basta executar o script que automaticamente a página inicial será aberta no navegador padrão. Os sites e serviços da ZeroNet estarão localizado na barra lateral do site.


Valeu pessoal, até a próxima!
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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Artigo 13 aprovado, e agora?


Recentemente o Parlamento Europeu sancionou a diretiva de direitos autorais que tantos andam temendo. Com 348 votos a favor e 274 contrários, o famigerado artigo 13 - que agora está incluído no artigo 17 (qualquer coincidência com os números desconsiderar, favor) - foi aprovado e pode causar um grande impacto na internet como um todo, tanto é que já há por aí muita gente louca da cabeça - principalmente youtuber - com receio da internet virar uma espécie de regime comunista onde todo conteúdo rigorosamente terá que passar pelo grande filtro antes de ser aprovado.
E não é pra menos, é de fato bem preocupante o que está escrito dentro das cláusulas da tal diretiva de direitos autorais que vem rotulada de uma ação do parlamento europeu para impedir que os direitos autorais de artistas continuem sendo violados livremente internet à fora - coitadinhos dos autores. Resumidamente falando, o objetivo do projeto aprovado é responsabilizar as empresas por quaisquer violação de direitos autorais dentro de suas plataformas, tirando a responsabilidade que hoje fica nos usuários. 

Então o Zé pirateiro que fica baixando filme por torrent e upando para o YouTube em troca de visualizações não será mais responsabilizado por seus atos, mas sim o próprio YouTube que, segundo o artigo, deverá ser responsabilizado e punido. E as multas pelo que à princípio demonstraram parecem ser bem altas. 

O resultado já é previsível! Os grandes jogadores entrarão na defensiva e muito provavelmente limitarão muito o que os usuários poderão ou não publicar nas redes sociais. Os filtros de conteúdo com direitos autorais que já existem em praticamente toda grande rede sociais (Facebook, YouTube, Instagram, Vk, Vimeo, etc) ficarão naturalmente muito mais precisos e a consequência será uma internet mais enfadonha. 

Para os pequenos jogadores que não terão como implementarem filtros complexos invariavelmente não terão capacidade de controle de tudo aquilo que publicarem e a consequência é que muito provavelmente estes deixem de existir e apenas os grandes jogadores continuem jogando, tornando assim a internet muito mais centralizada do que já é atualmente.


E AGORA?

Enquanto houver velhos obesos e com mentalidade da década de 70 controlando o que indivíduos livres e pacíficos poderão ou não fazer, continuará saindo coisas semelhantes a essa do artigo 13, que nada mais é que uma atitude comumente tida por ditadores - e em essência é isso que são, ditadores muito piores que aqueles de países do oriente médio. 

hydra

O que esses velhos rabugentos não entendem é que a estrutura básica da internet é semelhante a uma Hidra. Corta-se uma cabeça e nascem outras duas ao lado. O artigo 13, portanto, é apenas um empurrãozinho que os ditadores estão dando para que mais e mais pessoas adiram a ferramentas totalmente descentralizadas onde é impossível velhos azedos terem algum controle sobre aquilo que circula na rede. 

Como que não entendem que o que estão fazendo é dando um tiro no próprio pé? Grande parte dos estados já declararam fracasso à guerra contra o  torrent e o que estão fazendo é justamente que mais pessoas migrem para tecnologias sem pontos centrais e pra ser franco, isso é ótimo!

Na fase inicial os europeus poderão usar e abusar de VPNs para fugirem das limitações que as redes terão por lá. O uso da rede Tor pode aumentar também e isso irá incutir pessoas comuns a pesquisarem e entenderem como a internet funciona. À medida que mais países adotarem medidas semelhantes ao artigo 13 - e acredite, o Brasil é especialista em copiar coisa ruim - será necessário a migração em massa para redes totalmente descentralizadas como a ZeroNet, onde indivíduos podem compartilhar tudo entre si sem nenhum tipo de entidade central, ficando todo o conteúdo da rede diluído entre os participantes, muito semelhante ao funcionamento do torrent. 

(em breve falarei sobre a ZeroNet por aqui)


Espero piamente que isso que falei acima de fato se concretize e que mais e mais pessoas entendam de uma vez por todas que não existe representantes e que a democracia nada mais é que uma ditadura da maioria com uma fachada bonitinha. 


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domingo, 17 de março de 2019

VeraCrypt - O sucessor do TrueCrypt

Em meados de 2014 o site oficial do TrueCrypt noticiou que o projeto não mais seria continuado pelos seus desenvolvedores e recomendou que todos os usuários migrassem para uma outra aplicação compatível com os seus sistemas operacionais, chegando inclusive a recomendar o (BitLocker???) como alternativa com a justificativa que o TrueCrypt tinha falhas de segurança não resolvidas. Até hoje não se sabe exatamente o que acarretou o abandono repentino por parte dos desenvolvedores tendo em vista que as vulnerabilidades que de fato foram encontradas eram de natureza não-graves que poderiam facilmente serem resolvidas.

Independentemente disso, antes mesmo do anúncio oficial do abandono do TrueCrypt vim à tona já existia há algo em torno de um ano um fork (bifurcação) do mesmo chamado VeraCrypt, hoje tido como a sucessor genuíno do famigerado TrueCrypt.

As principais melhorias do VeraCrypt em relação ao seu antecessor estão na geração dos containers que, de modo grosseiro, usa mais iterações (repetição) na geração da criptografia. Enquanto o TrueCrypt usa no máximo 2 mil iterações nos containers padrão, o seu sucessor usa 500.000 mil utilizando SHA-2. Essa gritante discrepância torna o ataque de força bruta praticamente impraticável e a única consequência na utilização de mais iterações na geração dos containers criptografados é que leva mais tempo para serem abertos. 


COMO INSTALAR

O VeraCrypt é disponibilizado no site oficial do projeto em pacotes tar.bz2 de fácil manipulação. Baixe a versão que desejar e prossigamos com a instalação:

Em primeiro lugar, dirija-se ao diretório onde o pacote foi baixado através do terminal (cd e ls para exibir os arquivos) e use o comando a seguir para descompactar o mesmo.
tar -xjvf (versão da aplicação)

Após descompactado o resultado será dois arquivos, referentes às versões 32 e 64 bits. 


Selecione a versão referente à arquitetura do teu sistema operacional e continuemos. (atente-se com o ./versaodaaplicação)


Selecione a primeira opção com o (1) para instalar a aplicação e em seguida leia os termos e aceite-o com o (yes).

Por fim, entre com a senha do teu usuário root.


Valeu pessoal, até a próxima!
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